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Os comerciantes do Mercado Municipal de Mogi das Cruzes, o Mercadão, estimam que os preços dos produtos aumentem em torno de 50% nos próximos dias. Conforme os vendedores relataram, devido a paralisação dos caminhoneiros, as mercadorias ficaram mais caras. A reposição do estoque começou desde o fim da paralisação, na última quarta-feira, e ontem o Grupo Mogi News esteve no local para ouvir os comerciantes.
A greve dos caminhoneiros durou dez dias, desde a segunda-feira da semana passada, dia 21, até a última quarta-feira, dia 30. Os motoristas protestavam contra o aumento no preço do combustível. Com isso, muitos caminhoneiros paralisaram diversas estradas e rodovias do país.
Segundo o proprietário de um açougue no Mercadão, José Carlos Dias Gonzaga, os preços dos produtos irão aumentar devido a greve. "Acredito que haverá um acréscimo de 50% no valor das mercadorias. Até essa semana os preços não serão repassados, mas para a semana que vem eu tenho duas opções: ou eu paro de vender ou eu pratico o preço abusivo", disse.
O comerciante ainda comentou que a entrega dos produtos está sendo prejudicada. "Eles estão cortando o pedido também, hoje (ontem) recebi os pedidos pela metade. Eu havia pedido cinco caixas de frango e me mandaram apenas duas. Pedi também quatro caixas de coxa de frango e me mandaram duas. Agora, a crise pegou mesmo e os preços irão ficar mais altos", finalizou Gonzaga.
Já o proprietário de um açougue e uma loja de frios e laticínios, Alexandre Santarelli, comentou que a greve afetou a entrega de produtos na loja. "O balcão não tinha nada. Os produtos que mais foram afetados são: carne de boi, que até hoje (ontem) não chegou; carne de porco que chegou hoje (ontem); batatas; queijos; entre outros. Nós fechamos o açougue porque não tinha nada", comentou.
Santarelli também concorda que os preços vão subir. "Acho que irão subir agora e só vai normalizar depois da Copa. As vendas estão boas, só na última segunda e terça que abaixaram, acho que deve ser por conta da falta de combustível, os consumidores não tiveram como vir", concluiu o comerciante.
* Texto supervisionado pelo editor.
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