O vereador Pericles Bauab (PR) apresentou ontem o relatório da Comissão Especial de Vereadores (CEV) que tratou da proposta de atender os jovens egressos do sistema de acolhimento institucional com cursos profissionalizantes. De acordo com o presidente do grupo, o município precisa criar políticas públicas para atender este público, além da instalação de repúblicas. Ainda durante a sessão, os vereadores da bancada do MDB apresentaram uma moção contra as mudanças na arrecadação de contribuições para o Sistema S.
Bauab informou que quer propor a criação do projeto Primeiro Emprego, que pretende firmar parcerias com empresas para que os jovens que saiam dos abrigos por terem completado 18 anos, consigam uma colocação no mercado. Ele vai sugerir que a Câmara destine parte das contratações que não sejam por concurso público para esses jovens.
Sobre o Sistema S, que inclui diversas entidades, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Social do Comércio (Sesc), a moção apresentada pelos medebistas apela para que o Congresso Nacional não aprove mudanças na forma de arrecadação das contribuições do sistema. Há possibilidade que esses valores sejam alocados em um fundo geral da União para posterior repasse às entidades. "Precisamos trabalhar para que o Sistema S não seja estrangulado", ressaltou o vereador Mauro Araújo (MDB). O vereador José Antonio Lino da Silva (PSDB) mostrou preocupação sobre os possíveis impactos em Mogi. "Se essa mudança ocorrer, pode esquecer o Sesc na cidade, pois é necessário dinheiro", disse. (L.N.)