A Câmara de Mogi cobrou informações sobre o andamento da obra de esgotamento sanitário do Botujuru. Os vereadores solicitaram que os secretários de Planejamento, Claudio Rodrigues, e Obras, Walter Zago, além do diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), Paulo Beono, participem de uma reunião no Legislativo na próxima semana para informar as etapas que já foram concluídas e prazos para término do projeto.
A ordem de serviço para realizar a obra de esgotamento sanitário do Botujuru foi assinada ainda no fim de 2015 e a expectativa inicial era que as obras fossem concluídas até o fim de 2016. "Esta é uma obra que se arrasta há muitos anos na cidade. Já foram investidos vários milhões de reais e ela não chega ao fim, correndo o risco, depois de todo esse investimento, começarmos a perder o serviço feito. A fase final, que é a interligação de toda a rede não está sendo realizada. A obra está parada", criticou o vereador Mauro Araújo (MDB).
O medebista contou que alguns moradores já estão fazendo ligações na rede inacabada. "Ela não recolhe nada e já está entupindo tudo", ressaltou Araújo.
O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) informou que participou de uma reunião na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) com representantes da Prefeitura. Ele esclareceu que para conquistar o último repasse do financiamento para conclusão da obra junto a Caixa Econômica Federal, é necessário ter uma autorização da Cetesb, o que atrasa o processo. Silva afirmou que para agilizar o andamento, essa etapa da obra deve ser financiada pelo Semae.
O vereador Carlos Evaristo da Silva (PSD), que preside a Comissão de Obras e Habitação, afirmou que o grupo pedirá uma reunião com representantes da administração municipal. "Queremos informações sobre os prazos e datas desta obra", acrescentou.