O Dia Mundial do Meio Ambiente foi celebrado ontem e para ressaltar questões importantes como a preservação do ecossistema, muitos moradores de Mogi das Cruzes usam alternativas sustentáveis para se locomover, como andar de bicicleta, por exemplo. Com a greve dos caminhoneiros e o aumento do combustível, nas semanas anteriores, as pessoas justificaram que essa alternativa se tornou uma questão essencial para 'fugir da crise'.
A guia turística e moradora do Jardim Aracy, Débora Mello, 31 anos, disse que utiliza a bicicleta como forma de locomoção há 17 anos. "Desde os meus 14 anos eu uso a bicicleta, ia para a escola, para o trabalho, entre outros. Além da questão da agilidade, andar de bicicleta melhora a saúde e é sustentável", explicou.
Débora ainda ressaltou que deixou de andar de bicicleta durante um ano porque durante este período ficou grávida. "Agora, com a greve dos caminhoneiros, voltei a me locomover com a bicicleta. Mogi precisa de muitas melhorias para a inserção dos ciclistas no trânsito, a questão é muito além de uma ciclo-faixa, é de conscientização dos motoristas", esclareceu.
Para ela, um dos grandes problemas que os ciclistas enfrentam é a insegurança no trânsito. "Passamos por diversas dificuldades, principalmente nos túneis aqui de Mogi. Quando passamos pelo local, temos que sair das bicicletas para passar no túnel, nunca vi isso. Precisamos de mais alternativas e segurança", solicitou.
Já o advogado e morador do bairro Mogilar, Fernando Muniz, 30, informou que utiliza a bicicleta para ir ao trabalho pelo menos três vezes por semana. "Vou de casa para o trabalho, do escritório para a academia ou o Fórum. Como o meu trajeto não é muito grande, prefiro usar a bicicleta que é uma técnica mais sustentável", contou.
Andar de bicicleta é um ato mais econômico e saudável, assim finalizou o advogado. "Você melhora a sua saúde, não precisa gastar com combustível e ainda não polui o meio ambiente. A nossa cidade precisa de mais plataformas para os ciclistas e conscientização dos motoristas, sofremos preconceitos todos os dias e queremos conviver com harmonia", disse Muniz.
A professora e moradora do Centro de Mogi, Chandeller Kaplen Rodrigues de Lima, 42, contou que também utiliza a bicicleta. "Vou para o trabalho com ela todos os dias. Principalmente, pela questão sustentável, essa é uma ótima forma de locomoção. Estamos com grandes índices de poluição e há cinco anos percebo que até tosse eu tenho por conta da fumaça".
Todos querem andar de bicicleta, mas o medo e a insegurança impedem as pessoas de se locomoverem, concluiu Chandeller. "É meio utópico, mas historicamente falando, as pessoas um dia irão perceber que essa é uma ótima alternativa para a cidade", alertou.
* Texto supervisionado pelo editor.