A Prefeitura de Mogi fará um estudo para propor mudanças no zoneamento da Vila São Francisco. A informação é do vereador Antonio Lino da Silva (PSD). Ele explicou que a medida é necessária para que os empresários que atuam no distrito industrial possam fazer novos investimentos na área de diversificação dos produtos. O parlamentar informou que uma reunião com os empresários e o secretário de Planejamento, Claudio Rodrigues, foi realizada na última semana.
Segundo Silva, mudanças realizadas pelo município nos últimos anos estão impactando na vida das empresas. "Da forma que está hoje não dá garantia de permanência para as empresas, pois se elas forem fazer um novo investimento, na hora de buscar o licenciamento, não vão conseguir", acrescentou.
O vereador informou que dentro de 15 dias a administração municipal deverá apresentar uma proposta para resolver a questão. "Foi realizada uma reunião com 16 empresários da Vila São Francisco e foi definido que a Prefeitura vai flexibilizar a legislação, para isso, um estudo será realizado. Não vamos perder empresas e empregos", destacou.
De acordo com Silva, se as mudanças não forem realizadas na Vila São Francisco, existe o risco de empresas deixarem o município. "Temos hoje a Caravelas, que é um parque de galpões que conta com 12 indústrias, se no futuro elas quiserem mudar a atividade, não poderão. É um absurdo, pois sei que a ideia é ampliar para 200 galpões. Sem a alteração, as empresas que quiserem fazer os subprodutos terão que abrir em outro local, o que facilita a mudança. Já tem gente falando em transferir sua unidade para Poá e Itaquaquecetuba", disse.
Investimento
Silva, que participa da Comissão Especial de Vereadores (CEV) das Indústrias, informou que o grupo já solicitou para que a Prefeitura faça o levantamento das empresas que no passado conquistaram terrenos públicos, mas por questões burocráticas perderam o direito de explorá-los. A partir desses dados, a CEV vai se reunir com as indústrias para verificar como está a situação de cada uma e se há interesse em continuar no processo.
O vereador esclareceu que hoje a cidade conta com 48 empresas nesta situação. "Acredito que conseguiríamos gerar cerca de 2 mil empregos se esses processos fossem reativados. Temos, por exemplo, uma empresa com prazo de dois anos para começar a operar, mas só para obter os licenciamentos na Cetesb eles levaram dois anos e meio", informou.
O parlamentar afirmou que uma das propostas que será apresentada pelo presidente da CEV, Mauro Araújo (MDB), é para que empresas que tenham grandes terrenos na cidade possam fazer condomínios industriais com toda a infraestrutura, e que as interessadas em operar no local tenham descontos em impostos.