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Os supermercados da região não estão recebendo a maioria das mercadorias, como ovos e carnes, por exemplo, devido à greve dos caminhoneiros. Apenas os estabelecimentos que já possuem depósitos e podem armazenar grandes estoques estão conseguindo repor os produtos nas prateleiras com frequência.
De acordo com dados da Neogrid, empresa que monitora o estoque dos varejistas, a falta de produtos nas gôndolas dos supermercados, aumentou 21% durante a paralisação dos caminhoneiros. Os produtos mais afetados, conforme o levantamento, são arroz e feijão.
Segundo a empresa Linx, especialista em software de gestão, houve uma queda de 38% das vendas do varejo no final de semana marcado pela paralisação. A análise foi baseada na emissão de nota fiscal eletrônica (NFC-e) de quatro dos principais segmentos em que a empresa atua.
Como era esperado, a falta de combustíveis fez com que os postos mantivessem o índice negativo de 49%, enquanto o segmento automotivo vendeu 30% menos no período. O setor alimentício apresentou baixa de 27% e os shopping centers perderam 25% das vendas.
Mais otimista, a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) acredita que algumas dificuldades começam a ser superadas. Segundo a entidade, nos supermercados não chegou a ocorrer falta generalizada de produtos e, no segmento de hortaliças e legumes, o abastecimento tem ocorrido em menor quantidade e com veículos pequenos.
Em Mogi das Cruzes, muitos consumidores estão realizando suas compras mensais normalmente, mesmo sem a opção de levar alguns itens, como foi o caso da professora Patrícia de Moraes, 38 anos, que não conseguiu comprar ovos, mas aproveitou para fazer uma grande compra. "Busquei outras opções para substituir o que não consegui levar, principalmente as carnes, mas consegui quase tudo o que procurava e levei um pouco de cada", disse ela.
Outra consumidora que não teve problemas em encontrar o que precisava foi a confeiteira Patrícia Silva, 38, que comprou leite condensado, açúcar e outros produtos necessários para fazer bolos para vender. Ela e seu marido, Leandro Rocha, 45, que é caminhoneiro, aproveitaram para opinar sobre os recentes acontecimentos. "Estamos parados, mas os impostos continuam altos e os preços dos combustíveis estão subindo", disse Rocha.
Entretanto, o subgerente de um supermercado de Mogi afirmou que outros serviços também foram comprometidos, como a entrega de produtos a domicílio, que não está sendo feita devido à falta de combustível. "Nossos fornecedores têm muita dificuldade para passar pelas paralisações, então não conseguem nos entregar, por isso só temos as mercadorias que estão no nosso depósito", explicou ele, que aproveitou para dizer que o estabelecimento recebeu uma entrega de alface, na manhã de ontem.
Já o gerente de produção, Nilberto Fidalgo, 49, decidiu realizar compras para suprir apenas o necessário para a semana. "Não é necessário ter exageros por parte da população, pois isso é para um bem maior", disse ele.
Mas a advogada Albany Diogo, 62, comentou que sente falta dos itens de primeira necessidade. "Já percebi que não há ovos e as frutas estão perdendo a qualidade. Em São Paulo, outros produtos de hortifruti estão ainda mais caros", apontou ela, que acrescentou que não encontrou outros produtos como arroz integral e que limão, tomate e batata estão sendo comercializados por preços acima da média.
* Texto supervisionado pelo editor.
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