A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes já sente os efeitos da greve dos caminhoneiros, e adotou um plano de contingência na manhã de ontem para evitar que os itens básicos do hospital cheguem ao fim. Com isso, a instituição suspendeu, até segunda ordem, todos os procedimentos cirúrgicos não emergenciais da unidade e apenas está realizando os serviços de Pronto-Socorro, Urgência e Emergência.
Questionada sobre o funcionamento dos demais hospitais públicos da região, sob sua responsabilidade, a Secretária de Saúde do Estado de São Paulo informou que segue acompanhando as situações e estudando cada caso. "Estamos monitorando toda a rede de hospitais e ambulatórios sob nossa gestão e adotando todas as medidas necessárias para garantir o atendimento à população. Conforme preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS), todos os hospitais devem atender, prioritariamente, pacientes graves e urgentes".
Mesmo com o pronunciamento feito pelo presidente Michel Temer (MDB) na tarde anteontem, prometendo usar forças militares para liberar as rodovias e estradas de todo o país, os motoristas não acataram o pedido e continuaram pelo sexto dia consecutivo a paralisação em vias do país e do Alto Tietê, em busca da diminuição no preço do Diesel.
Estradas
A rodovia Presidente Dutra (BR-116) registrou tráfego lento durante todo o dia no trecho do km 186 na altura da cidade de Santa Isabel. Os motoristas estavam reunidos no viaduto e nos canteiros laterais. Já na SP-66, que liga as cidades de Suzano e Mogi das Cruzes, a concentração dos motoristas de caminhão ficou novamente em frente à Companhia Suzano Papel e Celulose, desta vez sem contar com o apoio das Vans Escolares.