No nono dia de paralisação dos caminhoneiros, ontem, postos de combustíveis dos distritos de Jundiapeba e Braz Cubas começaram a receber o produto e, assim, surgiram enormes filas de carros, motos e pessoas com galões. A expectativa é que hoje nove postos na cidade comecem a receber combustível (veja mais no quadro ao lado).
Em Jundiapeba, o combustível chegou por volta das 8h30 em um caminhão-tanque vindo de São José dos Campos, no Vale do Paraíba. O estabelecimento recebeu em torno de 25 mil litros de combustível, mas, em pouco mais de seis horas, o posto tinha apenas três mil. O administrador, Anderson Miguel, informou que talvez eles nem voltem a receber mais combustível. "Não sei se vai vir mais combustível para cá, pois agora ele deve dar prioridade para outras redes aqui na cidade", explicou.
O posto limitou o combustível da seguinte forma: vinte litros para carros e dez litros para motocicletas e galões. O motoboy Alan Correa, de 24 anos, saiu de Biritiba Mirim e foi até Jundiapeba em busca de conseguir alguns litros de combustível. "Tive que vir até aqui, se não, eu não ia ter combustível para poder trabalhar de noite", falou.
Já Marco Oliveira, 45, disse que, se não conseguisse abastecer, não ia ter como voltar para casa. "Eu trabalho em Mogi, mas moro na Mooca. Se não conseguir abastecer aqui, terei que dormir em casa de parentes", contou.
Por volta das 15 horas, todo o combustível do posto de Jundiapeba acabou e os motoristas começaram a migrar para Braz Cubas.
No distrito, a fila de carros em um posto já tinha 300 veículos enfileirados à espera do caminhão-tanque. O primeiro da fila era o motorista de aplicativo, Edilson de Oliveira, 53, que estava no local desde às 23h30 da segunda-feira. "Eu fui o primeiro, tive que dormir dentro do carro e espero ser o primeiro a abastecer, já estou exausto", falou.
Sobre os riscos de armazenar combustível em galões de plástico, o tenente Sato, do 2° Posto de Bombeiros de Mogi, explicou qual recipiente é adequado para receber o líquido. "Só é recomendado utilizar recipientes certificados pelo Inmetro, pois eles correm menos riscos de ter vazamento e, assim, ocasionar incêndios e explosões", orientou.
* Texto supervisionado pelo editor.