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A reintegração de posse de uma área na Vila Nova Jundiapeba, na região da rua Equador e vias próximas, aconteceu ontem às 5 horas de forma pacífica. O local pertence à Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), que informou a retirada de 67 famílias do local. Este número foi reduzido, pois a Companhia, juntamente com os órgãos locais, promoveu um calendário de desocupação voluntária. Nos dias que antecederam a reintegração, cerca de 20 famílias deixaram o local por conta própria. As famílias que viviam no local não informaram para onde irão.
A CTEEP explicou que o mandado de reintegração foi expedido no dia 2 de maio pela Vara da Fazenda Pública de Mogi das Cruzes. O mandado de reintegração foi feito em 2014, mas o prazo foi estendido diversas vezes. A CTEEP comunicou que os moradores viviam embaixo das linhas de transmissão e estavam totalmente irregulares, colocando em risco a segurança e a vida das pessoas. A empresa ainda ressaltou que cerca de 41 ocupações tiveram intervenções parciais, com o objetivo de remover avanços da construção em área de segurança da linha de transmissão como, por exemplo, garagens ou extensão de quintais.
Segundo o vereador Rodrigo Valverde (PT), que está acompanhando o caso, ao todo viviam 363 famílias na linha da concessionária. "Se você der uma volta de baixo do fio da CTEEP, só em Jundiapeba, você verá que 67 famílias são as que foram despejadas hoje (ontem). Isso é só um pedaço, você imagine se eles fossem despejar todas as casas debaixo do fio de alta tensão", contou o vereador.
Durante a reintegração, a concessionária ofereceu aos moradores um transporte de bens e pertences para um local em um raio de até 50 quilômetros na região. A dona de casa Gerlaine Germano da Silva, 37 anos, disse que não tem para onde ir. "Eu não sei o que será decidido. Estou com os meus móveis e meus filhos na rua. A situação está difícil", falou.
Conforme Valverde salientou, uma solicitação foi feita à Prefeitura. "Pedimos para que a administração disponibilizasse um ginásio para que as pessoas colocassem suas coisas. A Prefeitura disse que não iria disponibilizar", concluiu o parlamentar.
A administração municipal foi questionada e, em nota, comunicou que "não dispõe de equipamentos públicos ociosos e não pode suspender atividades escolares e esportivas que estão em andamento. Informa ainda que está em contato com a empresa proprietária solicitando que ela preste auxílio às famílias."
* Texto supervisionado pelo editor.
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