A Prefeitura de Itaquaquecetuba decretou na tarde de anteontem situação de emergência em razão da falta de combustível ocasionada pela paralisação de caminhoneiros. De acordo com administração municipal, o decreto foi necessário devido à incerteza com relação ao fim da greve, o que poderá ocasionar em um colapso nos serviços públicos essenciais. A greve dos caminhoneiros contra a alta dos combustíveis chegou hoje no décimo dia e os moradores de Itaquá já sentiram os impactos da medida.
A promotora Daniela Santos, 32 anos, disse que já percebeu o aumento dos preços dos produtos nos supermercados. "Eu trabalho em uma rede de supermercados, então realmente vi a diferença e o aumento dos preços dos produtos. Até mesmo o número de clientes foi reduzido", comunicou.
Já o professor Saulo Pontes, 45, informou que devido à paralisação, suas aulas sofreram impactos. "Trabalho com Educação a Distância (EAD) e meus alunos tiveram atrasos na entrega de materiais, como por exemplo, as apostilas, que eles não receberam".
Saulo ainda ressaltou que apoia a greve dos caminhoneiros. "As coisas mudaram, na realidade, essa greve não deveria ser só dos caminhoneiros e sim de toda a população. É uma causa muito importante. Não uso muito ônibus e carro, portanto, não senti impactos na minha locomoção", concluiu o professor.
A gerente administrativa Valéria Panosso, 44, afirmou que teve que tomar medidas alternativas para chegar ao trabalho. "Moro na Penha (capital), mas trabalho em na divisa entre Arujá e Itaquá. Anteriormente eu ia trabalhar com o meu carro e agora venho até a estação de Itaquá e pego um ônibus. A greve impactou a todos".
Segundo o decreto da Prefeitura, agora os secretários de Segurança Urbana e de Serviços Urbanos deverão identificar e requisitar o estoque de combustíveis de postos de gasolina nos limites municipais para o abastecimento inicialmente exclusivo de veículos oficiais da Prefeitura.
Os carros que serão identificados realizam os serviços essenciais, como os veículos da área da saúde, serviço funerário, coleta de lixo, segurança urbana e educação. Garantindo o abastecimento da frota municipal, conforme a Prefeitura informou, os postos ficarão livres para abastecer e comercializar os combustíveis para veículos particulares.
*Texto sob supervisão do editor.