Na região, o transporte público sofreu algumas alterações em virtude da greve dos caminhoneiros, mas os trens continuam operando normalmente. Outras opções, como os táxis, estão com dificuldades para circular por falta de combustível, principalmente em Mogi das Cruzes.
O taxista Valdir de Moraes, de 50 anos, trabalha na área há 18 anos e lembra que é a primeira vez que passa por um momento como esse. "A demanda de passageiros diminuiu e as pessoas não estão saindo de casa, pois sabem que as opções estão reduzidas", disse ele.
Segundo Moraes, entre os sete táxis que ficam no ponto, junto com ele, apenas quatro estão com combustível suficiente para operar e oferecer serviços à população. "Ainda estou aqui e garanto que tenho o suficiente para as corridas, mas isso devido à baixa procura", concluiu.
Em nota, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) afirmou que, na região, a frota em operação no pico da manhã das concessionárias é de cerca de 76%. "Operam normalmente cerca de 4,5 mil ônibus das 550 linhas que transportam 1,7 milhão de passageiros por dia".
Além disso, os ônibus das empresas Pássaro Marron, Cometa e Viação Sampaio estão com atendimento normal. A Viação Jacareí teve redução de 30%. As demais empresas que reduziram circulação são a Breda, com 50%, e a Radial, 40%.
Hoje, as linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô funcionarão das 4 até 1 hora da manhã. Segundo a empresa, a extensão foi "para facilitar o deslocamento da população durante a greve dos caminhoneiros".
* Texto supervisionado pelo editor.