A Escola Senai de Mogi completou na última quarta-feita 73 anos de fundação. Na cidade, o nome do Senai Nami Jafet, faz homenagem ao irmão mais velho de uma família libanesa que destacou-se entre os primeiros imigrantes como atacadista e precursor da indústria têxtil em São Paulo.
O neto de Nami Jafet, Flávio Frederico Jafet, esteve ontem durante a inauguração das reformas de modernização do Senai e compartilhou a história do avô com os presentes. Nascido no Líbano, em 1860, assim como o pai, Nami foi professor e estudou muitos anos na Universidade Americana de Beirute. Em um dos encontros, estudavam sobre o naturalista Charles Darwin, quando receberam a visita do Imperador Dom Pedro II. Lá, Nami Jafet trocou muitas palavras com ele, que o incentivou a conhecer o Brasil.
Em 1893, Nami chegou ao Brasil e criou uma indústria têxtil no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Depois de sua morte, os filhos, em 1942, investiram em siderúrgicas, chegando em Mogi das Cruzes, com a Mineração Geral do Brasil. Precisando de mão de obra, o Senai foi instituído na cidade para profissionalizar os trabalhadores.
Nesse sentido, após 73 anos da fundação da escola, o estudante de 17 anos do último semestre de Mecânica de Usinagem, Gustavo Tatin, conta que tem orgulho de estudar no Senai. "Agradeço o grande empenho que vocês têm de fazer o melhor a cada dia. Sei que cada trabalhador dessa rede sabe que o futuro é o jovem consciente, não só o profissional da indústria, mas o jovem cidadão. Agradeço a cada professor que ajudou a formar o meu caráter. Tenho orgulho de ser Senai", concluiu. (L.P.)