A previsão de arrecadação de Imposto de janeiro até o final deste mês para Mogi das Cruzes é de quase R$ 160 milhões. No mesmo período do ano passado foram R$ 145 milhões arrecadados, ou seja, é previsto aumento de 10%. Já somando as demais cidades do Alto Tietê, a previsão é de arrecadação de R$ 501 milhões. Esse número é 9% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando cerca de R$ 458 milhões foram arrecadados pelos municípios. Os dados são do Impostômetro e revelam que o município que mais deve arrecadar nesses primeiros cinco meses do ano é Mogi das Cruzes. 
Para a arrecadação, são contabilizados os tributos de impostos de produção e circulação, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS). Também estão na arrecadação os impostos de renda e propriedade, como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPTU) e o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). Previdência, taxas e imposto de comércio exterior, como Imposto de Importação (II) também fazem parte da arrecadação. Só na região, a arrecadação chegou a R$ 450.001.777,17 em 2017, e a previsão de janeiro até o final deste mês é de R$ 501.378.517,44..
Dentre as cidades do Alto Tietê, Mogi é a que arrecadou o maior valor, tanto de janeiro a maio de 2017 quanto no mesmo período deste ano. Poá está logo atrás, com cerca de R$ 97 milhões em 2017 e a previsão de arrecadação de mais de R$ 105 milhões neste ano. Houve um aumento de 8% em relação aos períodos.
Suzano e Itaquaquecetuba também apresentaram valores altos na arrecadação. A primeira cidade, por exemplo, contabilizou em 2017 mais de R$ 75 milhões, tendo a previsão de chegar até cerca de R$ 84 milhões neste ano. Isso aponta um aumento de 9%. Itaquá também apontou uma diferença de 9% se comparado os dois períodos desses anos. Em 2017, de janeiro a maio, a cidade arrecadou com o Imposto, R$ 65.886.400,88, já em 2018, esse número tem a previsão de subir para R$ 72.789.493,31.
As cidades de Ferraz de Vasconcelos e Guararema foram as que apresentaram os menores aumentos. Em Ferraz, o acréscimo foi de 7%, sendo que em 2017 arrecadou cerca de R$ 16 milhões, já a previsão para este mês é de pelo menos R$ 17 milhões. Guararema teve o aumento de 3% em relação aos períodos. A arrecadação da cidade foi de R$ 10.166.692,21 em 2017, contra a previsão de R$ 10.560.905,40 para este ano.
De acordo com o professor de Administração e Contabilidade da faculdade Piaget, José Marcos de Oliveira Carvalho, uma das formas para os municípios reduzirem a carga de impostos seria o desenvolvimento de um trabalho junto às microempresas. "Para os municípios se desenvolverem melhor é preciso um trabalho mais forte junto às microempresas, com os MEI (microempreendedor), pulverizando toda essa carteira. A tributação do microempresário é pequena, pode expandir e aumenta a capacidade de produção na cidade". O professor ressalta que o fato de uma cidade arrecadar um valor alto com os impostos não significa que ela está produzindo mais. "Acaba travando a cidade, nem sempre significa que está produzindo mais. Na verdade, "espremem" as indústrias para crescerem e investirem", concluiu.