A cidade da região que apresentou o menor índice de mortalidade infantil em 2016 foi Mogi das Cruzes, com 11,5 por mil nascidos vivos. Os dados atualizados foram divulgados ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), tendo as informações elaboradas com base nos dados dos Cartórios de Registro Civil. Os números foram divulgados em quatro temas: Saúde da Criança, Saúde da Mulher, Controle de Doenças e Agravos Prioritários e Qualidade de Serviços de Saúde.
De acordo com os dados, a mortalidade infantil no Estado registrou em 2016 um dos menores índices analisados. Foram 10,9 óbitos infantis por mil nascidos vivos. Trazendo o mesmo índice para a cidade de Mogi das Cruzes, é possível verificar que a taxa foi de 11,5. O número parece alto, mas, de acordo com a Seade, para fazer os cálculos é levado em conta o número de nascidos vivos no período, ou seja, a taxa relaciona o número de óbitos de menores de um ano, por mil nascidos vivos. A cidade da região que apresentou o maior número da taxa de mortalidade infantil foi Suzano, com 17,25, seguida por Arujá, com 15,32.
As taxas de mortalidade foram divididas em três grupos, o neonatal precoce, o neonatal tardio e o pós-neonatal. No Estado, por exemplo, os maiores casos de óbito estão concentrados nos neonatais precoces, sendo quase 50% do total. A Fundação justifica essa elevação pelas condições socioeconômicas e de saúde da mãe e à assistência inadequada do pré-natal, parto e recém-nascido. Para se ter uma ideia, o número de óbitos neonatais precoces, em Mogi, também foi de 11,5, representando o mais alto entre os outros óbitos. Os óbitos neonatais tardios, por exemplo, apresentam 3,68 e os óbitos pós-neonatais, 2,76, por mil nascidos vivos.
Em relação à saúde da mulher, Mogi apresenta oito casos de óbitos por causas maternas, ou seja, morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término. Só na cidade, 29 mulheres, em 2016, morreram por conta do câncer de mama e 12 por câncer de útero. Só em 2016, os partos cesáreos na cidade representaram cerca de 53% e o número de óbitos por causas mal definidas, é de 1,34%.
As doenças como tuberculose e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, a Aids, apresentaram, juntas, 38 casos de morte, sendo 15 por tuberculose e 23 por Aids. Já as taxas de óbitos de pessoas menores de 60 anos de idade, nos casos de diabete melito, foi de 19,15 e para Acidente Vascular Cerebral (AVC), o número foi de 16,67.