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Após uma paralisação de quatro dias que provocou desabastecimento e caos em diversas regiões, os caminhoneiros decidiram suspender, por pelo menos 15 dias, seu movimento. O acordo foi anunciado na noite de ontem pelo governo. Depois desses 15 dias, haverá uma nova reunião entre caminhoneiros e governo para avaliar se as promessas do Planalto estão sendo cumpridas. A proposta aceita pelas entidades para uma trégua na paralisação prevê que o preço do óleo diesel ficará fixo em R$ 2,10 o litro até o fim do ano.
A manifestação dos caminhoneiros contra o aumento no preço dos combustíveis afetou alguns serviços nas cidades do Alto Tietê. Foram registradas filas em alguns postos de abastecimento e outros que, por falta de combustível, tiveram de paralisar atividades. O transporte coletivo e a coleta de lixo também foram afetados, o que obrigou alguns municípios a reduzir o número de viagens ou suspender os serviços.
Conforme informou o gerente de uma rede de postos de gasolina com oito unidades instaladas em Mogi das Cruzes, Edson Costa Machado, a demanda ontem estava enorme e o estoque dos tanques acabou. "O que estamos vivendo é devido a situação do nosso país, o governo está querendo tapar o buraco que ele mesmo cavou. A situação está complicada", disse.
Por sua vez, o tenente-coronel Anderson Caldeira, comandante do 35º Batalhão de Itaquaquecetuba, explicou que as viaturas ainda têm combustível. "Apenas solicitamos que tenhamos mais pontos de estacionamento em locais críticos e de grande circulação de pessoas. Há preocupação", afirmou.
Em relação ao transporte público, a Radial Transporte informou que os ônibus que circulam nas cidades de Poá, Ferraz de Vasconcelos e Suzano operam com 60% da frota fora dos horários de pico, mas que pretendem manter 100% nos horários de maior concentração. Para os ônibus intermunicipais, segue a mesma regra.
O movimento dos caminhoneiros tem bloqueado diversas rodovias pelo país, o que causa um impacto muito grande no transporte coletivo, nas atividades das indústrias e também no abastecimento de alimentos.
De acordo com as Prefeituras de Ferraz e Itaquá, a coleta de lixo nas cidades foi paralisada. A Prefeitura de Ferraz ainda comunicou que a administração municipal estuda soluções para suprir qualquer deficiência no atendimento à população. Já a paralisação em Itaquá é porque a refinaria que fornece combustível para a empresa concessionária responsável pelo serviço está fechada e o estoque está no final.
Em Suzano, a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos informou que o serviço de coleta de lixo realizado na cidade poderá sofrer atraso ou alguma alteração apenas a partir de hoje. Na cidade de Poá, segundo a administração, até ontem, nenhum serviço público municipal na cidade foi prejudicado.
* Texto supervisionado pelo editor.
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