Comerciantes solicitam a revisão da Lei Mogi Mais Viva, aprovada em 2009. O pedido foi discutido durante reunião da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do Empreendedorismo, realizada na segunda-feira. O encontro recebeu representantes da Associação Comercial de Mogi (ACMC) e do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi e Região (Sincomércio). A próxima reunião será realizada em junho.
O presidente da CEV, o vereador Francimário Macedo (PR), o Farofa, destacou a importância da discussão entre a Câmara e o comércio. "Tivemos uma primeira reunião com a Associação Comercial e o Sincomércio muito produtiva. Temos um grande trabalho a ser feito no centro da cidade. Existe o anseio dos comerciantes em mudar muita coisa. Esse é o caminho e no dia 25 de junho teremos o próximo encontro para discutir a cidade", ressaltou.
O vereador Diego Martins (MDB), que integra o grupo, ressaltou que uma das principais demandas dos comerciantes é em relação às regras para composição das vitrines previstas na Lei Mogi Mais Viva. "Alguns comerciantes estão reclamando que quando a lei foi implantada eram outros tempos, outra economia e, hoje, existem lojistas que não têm aquele entusiasmo que tinham antigamente quando podiam abrir e decorar sua vitrine. Existe uma metragem que precisa ser seguida, então dificultou para que eles coloquem suas ofertas. Sobre a fachada, eles são favoráveis, acreditam que beneficiou a cidade", ressaltou.
Martins informou que a questão dos ambulantes será discutida em uma reunião diferente. "É um assunto espinhoso. Uma coisa interessante que foi discutida é sobre a capacitação desses profissionais, para que no futuro eles virem grandes empresários. O trabalho da CEV não será fácil, pois são envolvidos vários segmentos, não apenas o comércio, existem as clínicas, escritórios, profissionais liberais. Mas tenho certeza que todos serão atendidos", acrescentou.
Moradia
O vereador Rodrigo Valverde (PT) apresentou uma indicação para que a Prefeitura reserve 0,03% do orçamento municipal para criar um programa que atenda famílias carentes que foram desapropriadas ou que estejam em área de risco, pública ou de preservação ambiental. Segundo o parlamentar, a medida visa garantir atendimento às famílias em caso de desapropriações, como ocorreu na última semana no distrito de Jundiapeba.
Valverde, que também apresentou uma moção ao governo estadual em que solicita o pagamento do Aluguel Solidário para as famílias desabrigadas do distrito, afirmou que tem cobrado sistematicamente um retorno do Estado. "A questão da greve dos caminhoneiros tem atrapalhado a velocidade do pedido, temos ainda o feriado. Acredito que teremos uma resposta só na próxima semana", disse.