Os protestos dos caminhoneiros contra a alta dos combustíveis continuaram durante o dia de ontem nas estradas da região. Para o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, a mobilização só terá fim quando o presidente Michel Temer (MDB) sancionar e publicar, no Diário Oficial da União, a decisão de zerar a alíquota dos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).
As manifestações entraram ontem no quarto dia, com reflexos diretos nas rodovias Mogi-Dutra (SP-88), Índio-Tibiriçá (SP-31) e a estrada Mario Covas, que liga Itaquaquecetuba a Suzano. A rodovia Mogi-Salesópolis (SP-88) também enfrentou pontos de bloqueios.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a manifestação na Mogi-Dutra ocorreu na altura do quilômetro 47, no trecho urbano, por volta das 6h45. O órgão informou que o acostamento foi liberado às 7 horas.
Na Índio-Tibiriçá permaneceu a manifestação popular. Por volta das 10h30 foi registrada ocorrência de manifestação do quilômetro 40 (leste/oeste) ao quilômetro 52,35, em Ribeirão Pires. Para auxiliar os motoristas, viaturas da Unidade Básica de Atendimento do DER e da Polícia Rodoviária estiveram nos locais.
No corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto também houve pontos de bloqueio e manifestações. Pela manhã, o trânsito ficou complicado no sentido São Paulo do quilômetro 19 ao 17, reflexo de manifestação no quilômetro 18, na região de Guarulhos. Mais tarde, as faixas foram liberadas. Já pela tarde, a via, no sentido interior, ficou interditada entre o quilômetro 12 e 16, pois caminhoneiros seguiam em carreata pelo trecho. As informações são da concessionária Ecopistas.
Na estrada Mario Covas, que liga Itaquá a Suzano, de acordo com a PM, mais de 100 caminhões estavam no local durante o dia de ontem. A PM permanecia na via tentando negociações para fluir o trânsito.
No distrito de Jundiapeba, em Mogi, caminhoneiros fizeram uma manifestação nas ruas próximas à estação da CPTM, a fim de bloquear o trânsito no local.