A Câmara de Mogi das Cruzes discutiu na sessão de ontem as isenções que são oferecidas para as empresas instaladas na cidade e mecanismos para tentar atrair novos investimentos. No momento, tramita no Legislativo um projeto que cria a Comissão Especial de Vereadores (CEV) das Indústrias. Ela tratará de alternativas para promover a vinda de novas unidades.
O assunto das isenções de impostos para empresas da cidade, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), foi levantado pelo vereador Rodrigo Valverde (PT), que criticou a concessão dos benefícios. Ele argumentou que o município perde receita com a medida.
A posição foi rebatida pelo vereador Sadao Sakai (PR), que no último ano atuou como secretário municipal de Desenvolvimento. Ele ressaltou que as isenções concedidas são uma maneira de manter as empresas na cidade, gerando empregos e impostos.
O vereador Mauro Araújo (MDB), autor do projeto da CEV das Indústrias, afirmou que todas as isenções concedidas contam com contrapartidas das empresas. "Estamos criando uma CEV para discutir uma nova legislação de incentivo fiscal para as empresas, já que há anos não conseguimos atrair novas unidades para gerar empregos", destacou.
O vereador Antonio Lino da Silva (PSD), que vai integrar a CEV, informou que ontem pela manhã foi visitar a unidade da Gerdau, junto com o prefeito de Mogi, Marcus Melo (PSDB). "Ela teria ido embora se não tivesse a isenção. Eles estão retomando a produção. Já estão contratando e a expectativa é que esse número chegue a 300 funcionários. A empresa está transferindo o Centro de Distribuição para a cidade. Temos o exemplo da NGK, que fez um acordo em que passaria o terreno no Centro (Terminal Central) para a Prefeitura e que esse valor seria descontado do IPTU. Ela não tem isenção", acrescentou.
Silva defendeu que sejam criados mecanismos para que mais empresas se instalem no município. O vereador lembrou que atualmente cerca de 30 processos tramitam na Justiça de áreas que anteriormente foram passadas para as empresas, mas que por algum motivo tiveram algum problema. "Queremos chamar essas empresas, verificar o que aconteceu e resolver a situação para que elas possam operar. Temos a antiga Resana, que hoje é a Reichhold, eles estão avaliando sair da cidade, pois perderam o incentivo do IPTU que era de R$ 300 mil por ano", destacou.