O deputado federal Junji Abe (MDB-SP) usou a tribuna da Câmara ontem para pedir a rápida tramitação e aprovação do projeto de Lei (9848/2018), de autoria dele, que tipifica como crime a prática do trote a serviços de emergência e estabelece penalidades aos infratores. "Os prejuízos causados são enormes e podem custar a vida de alguém que está em situação de perigo de morte", avaliou.
Para dimensionar a importância da proposta, o deputado rememorou um fato ocorrido durante sua segunda gestão como prefeito de Mogi das Cruzes. "Em 25 dias, um grupo de jovens fez 3,5 mil ligações para o serviço de agendamento de consultas, o Ligue-Médico, congestionando as linhas telefônicas por 1.467 minutos, o equivalente a 24 horas e 45 minutos", relatou. Segundo Junji, a brincadeira, contida graças à ação da Polícia Civil, prejudicou as mulheres que buscavam atendimento na clínica municipal especializada Pró-Mulher.
Se o projeto virar lei, os infratores neste tipo de situação poderão receber penas que variam de dois a cinco anos de detenção, além de multa.