O Sistema Alto Tietê (Spat) inicia o período de estiagem com 64,9% de sua capacidade. Com o outono, estação de transição, o índice de chuvas fica reduzido. O índice acumulado no Spat até o momento é 14% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Atualmente, o reservatório com o melhor percentual é o do rio Jundiaí, em Mogi das Cruzes, com 90,1% da capacidade. Os dados são da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Até agora, a pluviometria acumulada para o mês de abril é de 66 milímetros, no ano passado, esse índice era de 67 milímetros. De acordo com levantamento divulgado pela Sabesp, a represa do rio Paraitinga, em Salesópolis, ocupa a segunda posição de melhor armazenamento do Alto Tietê, com 85,4% de sua capacidade, seguida pela de Ponte Nova, também em Salesópolis, que opera com 60,9%. A represa de Biritiba atingiu 57,8% de armazenamento. Em seguida, aparece a represa de Taiaçupeba, em Suzano, que trabalha com 52,4%.
No ano passado, a represa do rio do Jundiaí estava com 86,3% da capacidade, seguida pelo reservatório do rio Paraitinga, que acumulava 81,7%. Já a represa de Taiaçupeba operava com 56,2% de água, seguido pelo reservatório de Biritiba com 48,5% e de Ponte Nova com 48,3%.
Com o outono, a expectativa é de que a reposição de água nos reservatórios seja reduzida pela falta de chuvas. Há um mês, o índice de pluviometria era de 91 milímetros. Março é o mês conhecido por encerrar o período de chuvas fortes e frequentes.
Mesmo operando apenas um pouco acima da metade da capacidade, as cinco represas do Alto Tietê vivem momento bem diferentes do registrado em 2015, quando a região sofreu com a crise hídrica. Na época, o Spat contava com 22,3% de armazenamento. Há três anos, a represa de Ponte Nova estava com o assustador índice de 7%, seguida pela represa de Taiaçupeba,
com 24,5%.