A existência de remédios que não são mais utilizados ou estão até vencidos são uma realidade em muitas residências. Muitos desses medicamentos acabam sendo descartados indevidamente no lixo, pias e até vasos sanitários. Para evitar essa situação, a Prefeitura de Mogi das Cruzes mantém o programa "Jogue Certo", que atende em nove pontos espalhados pelo município. Por mês, a Prefeitura de Mogi das Cruzes recolhe cerca de 100 quilos de remédios.
O descarte irregular destas drogas pode trazer uma série de problemas, não apenas para a saúde, mas para o meio ambiente. "Descartar os medicamentos na pia ou no vaso sanitário, o que é muito comum, contamina o solo e água. Estes resíduos não são removidos pelo processo de filtragem. Estudos mostram que um quilo de remédios descartados incorretamente pode contaminar até 450 mil litros de água. Sem contar a contaminação do solo, quando o destino são os aterros", esclareceu a farmacêutica Aline Souza.
Segundo a farmacêutica, a dispensa indevida pode gerar graves transtornos para a saúde pública. "O descarte incorreto de hormônios e antibióticos, principalmente, pode acarretar em toxidade para microrganismos e para animais aquáticos, por exemplo, quando o fármaco vai para os rios. No caso dos antibióticos, pode gerar microrganismos resistentes. Enriquecendo o ambiente com bactérias resistentes, elas podem infectar o homem", acrescentou.
Os nove pontos do programa Jogue Certo recolhem medicamentos vencidos e os com uso descontinuado. Todo o volume captado é descartado por meio de uma empresa contratada devidamente habilitada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
De acordo com a administração municipal, os remédios podem ser entregues nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Vila Suíssa, Jardim Universo, Jundiapeba, além do Ambulatório de Saúde Mental, Unidade de Atenção aos Programas de Saúde (UAPS) II, Programa de Medicamento Gratuito (Promeg), Unidade Clínica Ambulatorial (Unica) e as Unidades da Saúde da Família do Toyama e Santos Dumont II.