Dois novos ecopontos devem ser instalados em Mogi das Cruzes. Uma das unidades será construída em Cezar de Souza e a outra no Jardim Santa Tereza. As estruturas se somarão aos três ecopontos que existem atualmente no município. Juntas, as unidades do Jardim Armênia, Parque Olímpico e Jundiapeba, recebem em média 218 toneladas de resíduos por mês.
O diretor da Secretaria de Verde e Meio Ambiente, André Miragaia, afirmou que no momento a Prefeitura está trabalhando na elaboração de projetos para a construção de dois novos ecopontos. "Estou com dois terrenos. Um na avenida Julio Simões, na altura do Jardim Santa Tereza, e outro em Cezar de Souza, próximo a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Já estamos terminando de fazer a avaliação deles para realizar os projetos", esclareceu.
Miragaia destacou que os prazos para início das obras e operação dos novos ecopontos dependerão da parte orçamentária. "A instalação de um ecoponto em Cezar de Souza é uma necessidade. Temos vários pontos viciados. Passando pelo bairro é possível ver entulho jogado em terrenos baldios e ruas", acrescentou. O diretor explicou que as regiões que receberam as estruturas reduziram o número de pontos que recebem descarte irregular de entulho.
Os três ecopontos que atendem a cidade recebem vários materiais inservíveis. Por mês, a média é de 95 toneladas em Jundiapeba, 65 toneladas no Jardim Armênia e 58 toneladas no Parque Olímpico. Mesmo com arrecadação menor em toneladas, as duas últimas estruturas recebem o maior volume de material, que em sua maioria são recicláveis.
Os materiais mais comuns entregues nos ecopontos são entulho de construção (cada pessoa pode entregar um metro cúbico de material) e resíduos volumosos, que são móveis inutilizados. As estruturas recolhem ainda latas de tinta, pilhas, baterias, óleo de cozinha, lâmpadas fluorescentes, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, sendo que o depósito desses últimos tem crescido.
Segundo Miragaia, a procura dos mogianos pelos ecopontos tem aumentado nos últimos tempos. O diretor lembrou que o objetivo das estruturas não é receber materiais recicláveis, pois a cidade fortaleceu a coleta seletiva e atualmente mais de 90% da zona urbana do município é atendida pelo serviço. No entanto, todo material que chega aos espaços é recebido. "A utilização dos ecopontos é um ponto positivo, pois antes a Prefeitura, além do custo de destinação, tinha ainda de recolher dos terrenos baldios. A conscientização das pessoas é o ponto chave", avaliou Miragaia.