Em 1º de abril celebra-se o "Dia da Mentira" e é justamente nesta data que muitas pessoas aproveitam para "pregar uma peça" em amigos e familiares. Não se sabe ao certo a origem desta ocasião, mas a teoria mais concreta é que a comemoração tenha surgido na França, por volta do século XVI. Atualmente, a mentira tornou-se constante na sociedade e, para saber como ela vem repercutindo, a equipe de reportagem do Grupo Mogi News escutou a opinião dos moradores da região sobre o tema.
O aposentado Aparecido Manoel do Nascimento, 32 anos, morador do bairro Casa Branca, em Suzano, relatou sobre as profissões que ele acredita que são as que mais mentem. "Existem diversos trabalhos que contam mentiras, é até difícil de listar, mas advogados, jornalistas, políticos, dentre outros, são os que mais mentem", disse.
Já a aposentada e moradora de Poá, Fátima Dulcinéia da Costa, 56, informou que já contou mentiras durante a vida. "Já menti para o meu pai, quando queria ir ao baile, mas minha mãe sabia de tudo. Todo mundo já mentiu pelo menos uma vez na vida, é impossível nunca ter mentido. Não há uma pessoa cem por cento verdadeira, só há um único, que é Deus", falou.
A vendedora e moradora do bairro Penha, Jaqueline Silva, 32, disse que os homens mentem mais que as mulheres. "Em minha opinião, homens mentem muito mais. Mas nós também mentimos, só que melhor que eles", concluiu.
Histórico
Alguns estudos apontam que o Dia da Mentira surgiu em 1564, após a mudança do calendário juliano para o gregoriano. Anteriormente, o Ano-Novo era comemorado no dia 25 de março e durava até o dia 1º de abril. Após a chegada do calendário gregoriano, houve uma mudança nos hábitos da sociedade e grande parte dos franceses não adotou as novas datas. As pessoas que sabiam da mudança dos dias começaram a zombar dos desavisados, chamando-os de tolos e acusando-os de mentirosos sobre a passagem de ano. Marcando, então, o 1º de abril como o "Dia da Mentira", ou seja, o "dia da comemoração mentirosa da passagem de ano".