Uma pedra de aproximadamente 200 toneladas que deslizou na madrugada de anteontem na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) será implodida até o final de semana. Segundo o engenheiro da construtora Kamilos, responsável pela obra na via, Odilon Soares, serão feitos 12 furos na rocha com a profundidade de um metro e, em cada furo, serão colocadas pólvoras para fragmentar a pedra. A informação foi dada ontem, durante vistoria do local, que também contou com a presença dos membros da Comissão Especial de Vereadores (CEV) da Mogi-Bertioga, José Francimário Macedo (PR), o Farofa, Diego Martins (MDB) e Caio Cesar Machado da Cunha (PV).
O diretor técnico do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Deni Loretti Filho, comentou sobre os investimentos feitos na via. "Nesses últimos problemas houve um investimento de R$ 4 milhões, levando em consideração o que já fizemos e vamos fazer". Sobre a queda de barreira que ocorreu anteontem, Loretti comentou que, com o deslizamento que aconteceu no dia 28 do mês passado, já estavam com uma empresa trabalhando no local visando liberar a terceira faixa da pista que ficou interditada no mesmo período.
"Fomos surpreendidos novamente. Mesmo sem chover, o material estava muito encharcado e a água escorrendo no meio, houve outro deslizamento em uma proporção maior do que o anterior. Então, agora estamos analisando e é muito difícil a gente prever uma solução rápida", contou o diretor.
Loretti também ressaltou que o solo do local é inadequado por conta de ser uma região alterada e com rochas fraturadas. "Também há muita água. Nesse período entre fevereiro e março choveu mais do que a média esperada para este ano. Então, há uma infiltração e o próprio peso da pedra acaba forçando o deslizamento", disse.
Até o momento, o diretor do DER salientou que não há previsão para a liberação da pista e também uma empresa foi contratada para fazer um monitoramento da rodovia. "Esta empresa fará um trabalho de monitoramento global, não só desta via, mas em todas as rodovias que têm um trecho em serra para o litoral. Será um trabalho bem mais amplo, com estudo geológico, a longo prazo, no sentido de antever eventuais situações", falou Loretti.
Já sobre a implosão, o diretor explicou que o objetivo é de fragmentar a rocha. "Até domingo, creio que conseguiremos avançar bastante no trabalho de implosão. Só depois disso, termos uma previsão de quando poderemos liberar a pista", concluiu.
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