O dia a dia do casal mogiano Torchi é totalmente dedicado ao jornalismo factual e na busca por flagrantes exclusivos. Hélio Torchi, 51 anos, em parceria com sua esposa, Vanusa Maria de Oliveira Torchi, 49, fornece imagens e apuração para grandes e pequenos veículos de comunicação da Grande São Paulo.
Com uma jornada de trabalho autônomo de mais de dez horas por dia, de segunda a segunda, incluindo feriados e até mesmo durante as madrugadas, Torchi está sempre preocupado em chegar às ocorrências antes da imprensa, o que faz da correria parte da rotina da família há dez anos.
Torchi contou que ele e Vanusa já são casados há 31 anos e se conheceram no meio profissional, porém não no jornalismo, mas trabalhando no ramo da confecção. O casal possui três filhos, Douglas, 30, Bruno, 29 e Beatriz, 20, que também trabalham e estudam no ramo da fotografia, edição e da comunicação e moram em Mogi das Cruzes.
O início
Antes de ser cinegrafista, Hélio Torchi foi motorista para o Diário Popular em 2000 e, seis anos depois, começou a fazer imagens e negociá-las para grandes redes, como Record e SBT. Por volta de 2010, sua esposa começou a ajudá-lo.
Ele revelou que quando uma emissora o solicita para uma reportagem, porém outra rede também precisa de conteúdo, a saída é acionar outros familiares. "Houve casos em que na mesma matéria eu estava para o SBT, minha esposa para a Record, meu filho Bruno para a Band e minha filha Beatriz subindo fotos para a Agência Sigmapress e o Estadão", recorda.
Entre suas coberturas de maior destaque ele lembra do caso de um bebê preso em uma enchente. "A mãe chegou de Minas Gerais e ficou presa em uma enchente, dentro de uma ambulância, pois o bebê teria de fazer um transplante de rim urgente. Para essa ocorrência, foi chamado o helicóptero Águia, da Polícia Militar, para fazer o traslado do bebê até o hospital das clínicas", conta.
A vida de jornalista não é tão fácil como se pensa, admite o cinegrafista Torchi. Um dos deveres da profissão é ser verdadeiro e, principalmente, imparcial. Mas não são apenas momentos de glória, pois ele recorda que já se deparou com diversas situações de risco. "Fui ameaçado, tive a placa do meu carro anotada, me mandaram ir embora de favelas e muitos outros casos", diz.
"Há alguns anos, o ex-lutador Mike Tysson esteve visitando São Paulo e eu e um colega o encontramos saindo de uma boate com algumas meninas. O lutador se irritou com as fotos, agrediu meu amigo e quebrou sua câmera", lamenta.
Dia do Jornalista
O Dia do Jornalista é comemorado hoje e foi definido em 1931, por decisão da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Hoje em dia não é necessário ter diploma de jornalista para exercer a profissão, de acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal, de 17 de junho de 2009.
Sobre isso, Torchi considera a formação como essencial, porém a experiência é de fundamental importância. "Nas ruas você vive as emoções, tristezas e as alegrias do dia a dia e, por isso, me sinto diplomado, pois sempre sou parabenizado por muitos repórteres e editores da imprensa em geral", avalia.
* Texto sob a supervisão do editor.