A empresa Höganäs investirá R$ 50 milhões na modernização e ampliação de seu parque fabril em Mogi das Cruzes. A iniciativa vai gerar cerca de 200 empregos indiretos para o município. A previsão é que os investimentos sejam realizados em um período de até quatro anos. Com a medida, a empresa poderá ampliar a linha dos produtos que hoje são desenvolvidos na unidade. A indústria, que atua no setor de pó metálico, tem sua sede em Cezar de Souza desde 1999.
O anúncio dos investimentos foi realizado ontem na Prefeitura de Mogi. O evento teve a participação do prefeito Marcus Melo (PSDB), do secretário de Desenvolvimento, Clodoaldo de Moraes, do diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) Alto Tietê, José Francisco Caseiro, além do presidente da Höganäs no Brasil, Adriano Machado, e o diretor da empresa, Júlio Carmazen.
De acordo com Melo, o anúncio da empresa fortalece a parceria com a cidade. "Estamos muito felizes fazendo esse anúncio. Esse momento de sentar na mesa, o poder público e a iniciativa privada, é muito importante. Temos a geração de emprego para toda a população de Mogi. A Prefeitura tem de facilitar e incentivar a vinda de novas empresas, e apoiar as que já estão em nossa cidade", destacou.
A Höganäs é líder mundial no setor de pó metálico. A unidade de Mogi é responsável por 90% da participação da empresa na América do Sul. Atualmente, a sede conta com 175 funcionários direitos e outros 200 indiretos. Os produtos da indústria estão presentes em diversas peças automotivas, de eletrodomésticos e até mesmo na farinha de trigo.
Para o presidente da Höganäs, a ação possibilitará a expansão da empresa tanto no mercado interno como no externo. "O investimento é prioritariamente na área fabril. Serão feitos os investimentos em novos equipamentos. A área construída não deverá crescer, mas vamos substituir parte das máquinas por outras mais modernas. Isso vai permitir que a Höganäs possa produzir materiais de maior valor agregado", esclareceu Machado.
De acordo com ele, a unidade mogiana tem capacidade de ampliação. "Existe a necessidade de estar permanentemente investindo em eficiência e buscar novos mercados, algo que é primordial para continuar a ser competitivo. Essa é uma unidade que tem capacidade para explorar outras aplicações e mercados. Os empregos que vamos gerar serão indiretos.
Nesse momento, não temos planos de aportar novas vagas diretas. Nossa expectativa é que com os investimentos em tecnologia, possamos manter os postos existentes", disse. As obras na fábrica já foram iniciadas e devem seguir até 2021.
"O processo de modernização vai ocorrer concomitantemente com a produção. Essa mão de obra precisa ser da região. São pessoas que vão trabalhar desde o processo de automação, pequenas mudanças internas de infraestrutura civil e construção de caldeiraria. Começamos a obra neste mês, na unidade de mistura e embalagem. A próxima intervenção será efetivada em novembro", informou o presidente.