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As chacinas que aconteceram em Mogi das Cruzes nos anos de 2013 a 2015, que resultaram na morte de pelo menos 21 pessoas, motivaram o estudante de Jornalismo, Renan Tetsuo Omura, de 23 anos, a desenvolver um livro-reportagem para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). "A expectativa é, de fato, por meio do livro, dar voz a essas mães e familiares das vítimas, que tiveram os filhos mortos injustamente. E, por meio desses casos, demonstrar para os leitores que existe, sim, uma intolerância com a classe social mais baixa, visto que as vítimas eram todas moradores de periferias", contou o estudante. O livro vai se chamar "Caputera: chacinas em Mogi das Cruzes", e trará a história do assassinato de três jovens na Vila Caputera.
A decisão de falar sobre o assunto surgiu depois que Renan escreveu uma matéria sobre crimes não resolvidos pela Justiça para o jornal-laboratório da Universidade de Mogi das Cruzes (MC) e, na ocasião, uma das entrevistadas foi a mãe de uma das vítimas das chacinas. "Estava entre prostituição na Terceira Idade ou algo relacionado a políticas anti-drogas, porém, eu li uma matéria que falava do alto número de pessoas mortas pelas PM de São Paulo. Foi aí que lembrei da matéria que fiz sobre crimes que ainda não foram resolvidos pela Justiça", ressaltou. O estudante produz o livro sozinho e conta que tem apoio dos amigos e de professores, principalmente do orientador, Elizeu Silva.
Relembre
As chacinas aconteceram entre os anos de 2013 e 2015, e pelo menos 21 jovens foram mortos em diversos bairros da cidade. Os autores apontados pela Polícia Civil de Mogi das Cruzes são os policiais militares Fernando Cardoso Prado de Oliveira, e Wanderlei Messias de Barros. Ambos foram encarcerados no presídio Romão Gomes, em São Paulo, mas Cardoso, foi expulso da corporação.
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