Os servidores municipais de Itaquaquecetuba decidiram, no começo da noite de ontem, após assembleia, acabar com a greve que já durava de oito dias. A decisão foi tomada horas depois de um grupo de grevistas se reunir com representantes da Prefeitura, em uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O motivo para o fim das paralisações é que, segundo o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaquaquecetuba (Sinseri), outra audiência deverá ocorrer em 5 de julho, mas desta vez o Executivo terá que apresentar propostas para melhorar as condições de trabalhos dos funcionários, entre elas estão o aumento de salários e benefícios da categoria.
Em contato com a reportagem, a presidente do Sinseri, Clícia Mara Silva Damaceno, destacou que marcar uma nova data não era o desejado, porém, a disposição da Prefeitura em negociar no TJ animou os servidores. "Sabemos que a espera de nova audiência não era o que todos os servidores queriam. Mas conseguimos um grande avanço porque os representantes da Prefeitura queriam negociar em 5 de julho, em nossa cidade. Porém o desembargador determinou que a negociação seja em sua presença, no tribunal".
Procurada, a administração municipal revelou, em nota, que os servidores não terão os dias descontados, mas que voltem ao trabalho ainda hoje. "Ficou estabelecido que todos os funcionários devem voltar a seus postos de trabalho a partir desta sexta-feira, 13 de abril. A administração destaca que os servidores que participaram do movimento não terão seus dias parados descontados, desde que eles sejam compensados em dias que serão estabelecidos e programados. É importante frisar que a administração cumpre rigorosamente seus compromissos financeiros com os servidores públicos, sendo falsa a informação de atrasos de salário, o que nunca ocorreu".
Manifestações
Boa parte das manifestações dos servidores aconteceram em frente à Prefeitura, chegando até percorrer as principais vias da cidade. De acordo com o Sinseri, cerca de 40% dos funcionários participam do movimento. Durante a concentração, o funcionalismo apresentava cartazes e, anteontem, assaram sardinhas em uma churrasqueira, como uma forma de protesto.