A rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) vai permanecer interditada nesse feriado prolongado. A expectativa é que a via continue mais cinco dias fechada. Na próxima terça-feira, deve ocorrer uma nova vistoria para avaliar a situação. Esse prazo pode ser antecipado. A decisão foi tomada ontem pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) depois de identificar durante vistoria que outras rochas podem se desprender na altura do quilômetro 89 da estrada. Seis pedras serão dinamitadas, entre as quais uma de aproximadamente mil toneladas. A vistoria também teve a participação de técnicos do Instituto Geológico e da Defesa Civil do Estado.
Além da implosão das rochas, as equipes do DER construirão "bermas", estruturas em formato de escada na encosta da estrada, o mecanismo possibilitará que potenciais deslizamentos não atinjam a pista. Elas devem ser erguidas em dois ou três dias. "A ideia é fragmentar as rochas que estão acima da crista de escorregamento. Hoje (ontem), devemos detonar quatro e até o fim do dia de amanhã (hoje) as outras duas. Após esse trabalho, vamos ver a reação. Temos uma área instável, no meio da mata tem muita trinca, mostrando onde o próximo escorregamento pode ocorrer. Vamos tentar antecipar isso. As bermas são para chegar até essas trincas, cortamos o material e isso traz mais segurança", disse o diretor de serviços técnicos da regional do DER, engenheiro Deni Loretti Filho.
O muro de contenção, conhecido tecnicamente como muro de gabião, foi reconstruído no km 89. Durante conversa com os prefeitos de Mogi das Cruzes, Marcus Melo (PSDB), de Bertioga, Caio Matheus (PSDB), o deputado estadual Luiz Carlos Gondim (PTB), e os vereadores mogianos Antonio Lino (PSD), Diego de Amorim Martins (MDB) e José Francimário Macedo (PR), o Farofa, Loretti Filho informou que existe um estudo para construir um muro de contenção, semelhante ao muro de espera, que terá oito metros de altura. O diretor esclareceu ainda que todo o trabalho nos pontos atingidos é estimado para durar dois meses, no entanto, a rodovia não precisará ser fechada por esse período.
Durante a vistoria, além das máquinas que atuavam no km 89, as equipes trabalhavam no recapeamento da pista e em outros pontos da estrada. "Vamos continuar trabalhando, pois é um serviço longo. Além das bermas, temos as canaletas, a drenagem de água, outros locais onde houve escorregamento que também estamos fazendo muros de contenção, mas isso não atrapalha a liberação da pista e a fluidez do tráfego", acrescentou Loretti Filho.
O superintendente do DER, Ricardo Volpi, ressaltou que estudos apontam que a cada 10 anos a serra sofre uma "acomodação", que gera os deslizamentos. A última ocorreu em 2009. "Só vamos liberar a rodovia quando ela oferecer total segurança ao usuário. A previsão é de cinco dias, podendo até ser antecipado. Quando terminar esse trabalho de limpeza, faremos outro encontro com a Defesa Civil, o Instituto Geológico, as prefeituras de Bertioga e Mogi e, se estiver com total segurança, vamos liberar a via", destacou.