O Ministério Público (MP) está investigando um contrato de compra de café pela Câmara de Mogi.
A aquisição foi feita na gestão do presidente Carlos Evaristo da Silva (PSD).
O contrato previa a compra por um ano de 4,2 mil pacotes do produto, com o custo de R$ 12 cada, totalizando R$ 50,4 mil.
No ano anterior, foram adquiridos 1,3 mil quilos de café por R$ 17, somando um contrato de R$ 22,1 mil. Silva negou qualquer irregularidade na compra.
O atual presidente do Legislativo, Pedro Komura (PSDB), afirmou que a Câmara está à disposição para responder aos questionamentos do MP.
A Câmara informou que, no certame da compra do pó de café, apenas uma empresa apareceu para disputar a licitação.
"Foi feito um pregão no ano passado. Com a ata de registro de preço, o fornecedor tem que entregar o produto o ano inteiro ao mesmo preço", detalhou Pastor Evaristo. E complementou: "Não compramos a mesma marca (que a do ano de 2016). Tínhamos uma muito inferior de café e adquirimos uma melhor. Lógico que custou um pouco mais caro, mas dentro daquilo que o mercado oferece. O pregão foi legítimo, foram feitos os editais e a divulgação para quem quisesse participar", afirmou o ex-presidente do Legislativo. (L.N.)