A Secretaria Municipal de Saúde está realizando ações preventivas de bloqueio, remoção de criadouros e nebulização para eliminação do Aedes aegypti no bairro do Socorro, após um morador de 34 anos morrer, no Hospital Luzia de Pinho Melo, com suspeita para três casos - febre amarela, dengue e leptospirose. O caso foi recebido pela Secretaria Municipal de Saúde na segunda-feira passada e já foi encaminhado para análise ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O homem morto tem histórico de deslocamentos para áreas de risco para febre amarela, inclusive Santa Isabel, onde foi confirmada a morte de um macaco vítima da doença. Ele não havia tomado a vacina contra a febre amarela.
Neste ano, até o momento, Mogi das Cruzes registrou sete casos humanos suspeitos de febre amarela, dos quais três foram descartados e quatro aguardam resultados de exames. Em macacos, foram quatro casos suspeitos neste ano, dois negativos para febre amarela e dois aguardando resultados de exames.
Outra medida cautelar será a vacinação casa a casa contra febre amarela e a orientação dos moradores sobre os cuidados que devem ser tomados para prevenir doenças como dengue e febre amarela.
Vacina
Diante do novo quadro, é de extrema importância que quem ainda não tomou a vacina procure uma unidade de saúde para garantir a proteção o quanto antes. Desde o mês passado, a Secretaria Municipal de Saúde adotou uma nova estratégia, com o rodízio de unidades, para evitar desperdício de doses em função da baixa procura. Depois de aberto, um frasco de vacina pode imunizar até 50 pessoas em até 6 horas, caso contrário, precisa ser inutilizado.