Os trabalhadores dos Correios de São Paulo estão em greve desde às 22 horas do último domingo. De acordo com a Federação Interestadual dos Sindicatos de Trabalhadores dos Correios (Findec), esta medida é resultado dos "atrasos em cartas e encomendas, suspensão das férias, demissão de mais de 20 mil trabalhadores e ameaça de cortes no plano de saúde dos empregados". A greve pede também a contratação de mais funcionários.
O Centro de Distribuição Distrital (CDD) de Suzano, localizado na avenida Governador Mario Covas Junior, está fechado. O Grupo Mogi News esteve ontem no local, mas nenhum trabalhador falou com a reportagem. Já em Mogi das Cruzes, o CDD permanece aberto.
Além do protesto pela demissão e falta de funcionários, há também a questão sobre o seguro saúde dos empregados. "Outra questão que contribui para a insatisfação dos trabalhadores é em não cobrar mensalidade no plano de assistência médica da categoria. Este benefício é uma conquista de vários anos e representa uma reparação dos riscos e desgastes dos trabalhadores. O carteiro, por exemplo, carrega bolsa com mais de 10 quilos, sob forte sol, com risco de assalto, calçadas mal sinalizadas ou acidentadas, que colocam em cheque a qualidade do ambiente de trabalho", reforçou a Findec.
Os Correios foram procurados para falar sobre a paralisação, e em nota respondeu que a ação não tem justificativa. "A greve é um direito do trabalhador, a empresa entende o movimento atual como injustificado e ilegal, pois não houve descumprimento de qualquer cláusula do acordo coletivo", respondeu a empresa.
A estatal também destacou que as reivindicações são para ganhar a população. "Com o objetivo de ganhar a opinião pública, as representações dos trabalhadores divulgaram uma extensa pauta de reivindicações que nada têm a ver com o verdadeiro motivo da paralisação de hoje: a mudança na forma de custeio do plano de saúde da categoria. A paralisação parcial, iniciada por alguns sindicatos da categoria, ainda não tem reflexos nos serviços de atendimento dos Correios. Até o momento, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis", concluiu.
A greve afetou alguns serviços sociais. A Prefeitura de Suzano decidiu prorrogar o prazo de vencimento da primeira parcela ou a parcela única do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), por conta da greve. Agora, o prazo irá até 29 de março.
*Texto supervisionado pelo editor.