Em um intervalo de pouco mais de um mês, a Mogi-Bertioga está novamente interditada. Na noite de anteontem, depois de fortes chuvas, uma barreira caiu, além de árvores e pedras que atingiram a rodovia, e, como ocorreu em fevereiro, por sorte, mais uma vez não houve feridos. Problemas que se repetem e evidenciam a necessidade de uma recuperação adequada da via, que se tornou um dos atrativos da cidade pela rapidez com que se chega ao litoral.
Outra questão que remete a interdição anterior é que inicialmente não havia prazo para que as pistas fossem liberadas, pois o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) avaliava riscos de novos deslizamentos. Em fevereiro, demorou mais de uma semana a liberação do trecho interditado. Dessa vez a previsão é para a tarde de hoje. Caso o prazo não seja cumprido, como fica a situação de quem circula diariamente pela via, e que agora terá que utilizar como alternativa o Sistema Anchieta-Imigrantes e a Tamoios? São questionamentos importantes para se mensurar o impacto na vida dos usuários.
Com a duplicação descartada em mais de uma oportunidade pelo governo estadual, que pelo menos seja feito um trabalho preventivo adequado para que problemas como este não voltem a ocorrer. Nas duas quedas de barreira, não houve feridos, mas o risco é enorme, especialmente em finais de semana e feriados prolongados, quando o movimento aumenta consideravelmente rumo ao litoral, e não são raros os congestionamentos.
A solução certamente mais uma vez será paliativa, e a via liberada sem a realização de trabalhos que tragam uma melhora definitiva. O motorista continuará temendo o céu nublado com indícios de chuva que pode provocar uma nova queda de barreira. Situação que pode deixá-lo preso na rodovia na melhor das hipóteses, talvez acompanhado da família, ou num cenário pior, se envolver em um acidente mais grave.
Cabe ao governo do Estado rever o trabalho que desenvolve na rodovia Mogi-Bertioga. A crise econômica existe, os recursos estão realmente reduzidos, mas é possível planejar investimentos que possam colocar fim nestas interdições.