O vereador Francimário Vieira (PR), o Farofa, apresentou na sessão de ontem um projeto de resolução para a criação de uma Comissão Especial de Vereadores (CEV) para discutir sobre a busca de soluções e melhorias entre a administração pública, comércio, empresas, micro e pequenos empreendedores locais e empreendedores de rua, mais conhecidos como vendedores ambulantes. A CEV tem o prazo de 180 dias e conta com cinco membros.
Um dos fatores para a criação da CEV é o fato do crescimento de Mogi das Cruzes nos últimos dez anos, sendo o maior centro comercial de todo o Alto Tietê, registrando um aumento de 7,7% em estabelecimentos desde 2015. Os dados são da Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Município. Outro ponto é o que diz respeito ao desemprego, que levou muitos recorrerem ao serviço autônomo e como microempreendedor de rua, no caso, os vendedores ambulantes.
Apesar do aumento desses vendedores nas ruas, muitos trabalham de forma ilegal na cidade, como lembra o vereador Iduigues Martins (PT). "A preocupação é constante da Guarda Civil Municipal chegar e apreender as mercadorias, de estarem cometendo um crime por serem ambulantes. A cidade expandiu, é preciso reabrir o direito da legalização desse trabalhador".
Outro vereador que comentou sobre a CEV foi Mauro Araújo (MDB). "A cidade está se transformando rapidamente. O poder público fica engessado em acompanhar a sociedade, é preciso inovar porque a sociedade exige algo maior", disse ele, que ainda parabenizou a criação da CEV.
A comissão especial também tem como proposta dialogar com os comerciantes e o poder público para verificar reivindicações e projetos.
Investigação
Ainda durante a sessão de ontem, os vereadores Chico Bezerra (PSB) e Mauro Araújo (MDB) vão cobrar novamente da Prefeitura de Mogi das Cruzes o término do contrato com a empresa responsável pelo Pátio Municipal de Veículos. Uma sindicância foi aberta e a Polícia Civil encontrou irregularidades, já que o local, situado no Cocuera, é Área de Preservação Ambiental. Segundo os parlamentares, será encaminhado o documento para o Ministério Público (MP).