O aposentado e morador da Vila Bernadotti, em Mogi das Cruzes, Carmélio José da Silva, de 70 anos, procurou ontem o Grupo MN para informar o seu problema ao tentar retirar remédios na Farmácia de Medicamentos Excepcionais (FME). De acordo com Silva, a farmácia não entrega o medicamento há um mês. Um pedido foi feito para que o aposentado voltasse ao local. "Eles pediram para eu voltar no dia 5 de março. Este é um remédio que eu não posso ficar sem, portanto, tive que comprar. Uma moça que me atendeu ainda disse 'esse remédio é barato, o senhor pode comprar em qualquer lugar', só que não é sempre que nós podemos comprar, né", disse.
Conforme explicou Silva, há a falta dos medicamentos Tartarato de Brimonidina 0,2% e Maleato de Timolol 0,5%, que são usados para o tratamento de glaucoma. Os dois colírios são essenciais. "A receita médica diz que eu não posso ficar sem usar, porque traz o perigo de eu perder a visão. E, de três em três meses, eu tenho que ter uma nova receita. Agora, veja, dos três meses, um eu já não consegui remédios na FME. Tive que ir comprar", relatou.
O preço dos remédios varia entre R$ 40 e R$ 50. "Não reclamo só para benefício próprio. Vim falar pela população mogiana. Conheço outras pessoas que também estão sofrendo com essa situação", concluiu.
A FME atende na avenida Narciso Yague Guimarães, 776, no Centro Cívico. O serviço é oferecido pela Secretaria de Estado da Saúde e disponibiliza remédios para pessoas que fazem o uso de medicamentos especializados. Para as pessoas que fazem algum tratamento específico, é necessário a entrega de laudo médico, além de receita e outros documentos para retirada do produto.
A reportagem procurou a Secretaria do Estado da Saúde que respondeu: "A farmácia realiza planejamento rotineiro da demanda de medicamentos. Porém, algumas situações, como atraso por parte de fornecedores podem impactar no atendimento. É o caso do medicamento Brimonidina. A fornecedora Rede Portal já deveria ter realizado a entrega, mas, em 20/02, solicitou prorrogação do prazo para próxima semana. A pasta estadual seguirá cobrando a empresa para normalizar a situação", finalizou.
* Texto supervisionado pelo editor.