A Prefeitura de Mogi das Cruzes pretende tombar municipalmente cinco patrimônios históricos neste ano. O processo integra o programa Pró-Memória, que foi lançado no fim do ano passado com o objetivo de preservar e resgatar a história mogiana. Os espaços que serão contemplados pela ação já foram considerados patrimônio pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat) ou pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Em dezembro de 2017, os primeiros imóveis que passaram pelo tombamento ex-officio, ou seja, o processo municipal dos prédios tombados em outras esferas, foram o da Pinacoteca, que atualmente abriga a sede da Secretaria de Cultura, e da escola Coronel Almeida. O imóvel da rua Coronel Souza Franco já recebeu no passado a Casa da Câmara, cadeia e o Fórum de Mogi.
Agora, o programa Pró-Memória divulgou uma lista com a previsão de tombamento de outros bens do município. Em março, será o imóvel que abriga o Batalhão da Companhia de Policiamento de Área Metropolitana (CPAM) 12. O prédio foi tombado pelo Condephaat em abril de 2016.
As Igrejas do Carmo serão tombadas municipalmente em abril. Já o Casarão do Chá, no Cocuera, que é um dos imóveis mais significativos para a cultura japonesa, será tombado em maio.
Não apenas imóveis entram na lista do Pró-Memória. A Serra do Mar também passará pelo processo em junho. O último tombamento será em julho, com o Complexo Doutor Arnaldo Pezzuti Cavalcanti, no distrito de Jundiapeba. 
O Pró-Memória conta com uma comissão técnica provisória que ajudará nas pesquisas e levantamentos dos bens que devem ser preservados, tombados e registrados no livro de bens imateriais. O grupo também tem a função de agilizar os processos que dependem apenas do Comphap.
Atualmente, o grupo iniciou o levantamento histórico para registro no livro de bens imateriais da reprodução da obra "Combate aos índios botocudos com soldados milicianos de Mogi das Cruzes", do artista Jean Baptiste Debret, realizada por Oscar Pereira da Silva. Ela foi restaurada em 2008 pelo ateliê de restauro Júlio Moraes, segundo a Secretaria de Cultura.