Servidores da Saúde e da Educação, além de sindicatos e moradores de Poá participaram da manifestação realizada anteontem na cidade. De acordo com os organizadores do ato, mais de mil pessoas foram às ruas. Entre as reivindicações, a melhoria dos serviços públicos. Os funcionários da Prefeitura, que criticam a lei que deve exonerar servidores já aposentados, programaram reuniões para este sábado e para o dia 13, com o objetivo de discutir uma possível greve e uma nova passeata.
A concentração foi feita na Câmara, às 18 horas, e por decisão dos organizadores, o ato ficou somente em frente à sede do Legislativo. Com caminhão, faixas, panelas e até um caixão escrito "Educação", os manifestantes exigiam, entre outras demandas, melhorias nos serviços oferecidos pela administração municipal, além da reabertura do setor de Pediatria do Hospital Municipal Dr. Guido Guida, fechado em outubro do ano passado, e a construção de novas creches.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública Municipal da Estância Hidromineral de Poá (Sintep), Edgar Passos, 33 anos, informou que novas ações serão realizadas: "A Prefeitura não sinalizou sobre o atendimento das pautas. Caso não haja uma resposta, novas medidas serão tomadas".
Ainda de acordo com Passos, no sábado será realizada uma reunião entre os representantes dos sindicatos. "Iremos protocolar um novo pedido para a Prefeitura. No dia 13, iremos fazer outra assembleia, e se não tivermos uma reposta até este dia, discutiremos o indicativo de greve. Nesta data também abordaremos a organização de um novo ato para o aniversário da cidade, no dia 26 de março", ressaltou.
Desde que o prefeito Gian Lopes (PR) sancionou a lei nº 001/2018, em janeiro, os servidores organizam reuniões e protestos para pedir melhorias e a anulação da medida. Segundo o texto, devem ser exonerados 300 funcionários públicos já aposentados. Durante uma assembleia realizada no começo deste mês, o prefeito decidiu não demitir nenhum servidor até próxima reunião, que estava agendada para a última segunda-feira, mas não ocorreu.
Questionada pelo Dat sobre a manifestação, a Prefeitura de Poá em nota respondeu que "a administração municipal tem estabelecido conversas com todas as categorias e população e está à disposição para o diálogo", informou. (*Texto supervisionado pelo editor)