Mogi das Cruzes é a cidade da região onde a gasolina tem o maior preço, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), para o mês de dezembro. Na cidade, o preço médio do combustível está custando R$ 3,888, pouco mais do que o valor cobrado em outras cidades, como Suzano, onde o valor deste combustível é de R$ 3,818, e Itaquaquecetuba, em que a média registrada foi de R$ 3,878.
O mesmo vale para o etanol, que em Mogi o valor médio cobrado é de R$ 2,742, sendo que em Suzano, o preço é de R$ 2,714. Em Itaquá, porém combustível biológico é ligeiramente mais caro, chegando à R$ 2,762.
Mesmo com a diminuição no preço da gasolina em 0,09%, confirmado ontem pela Petrobras, o valor do litro não deverá sofrer alterações tão já, segundo uma pesquisa feita pelo Grupo Mogi News em dois postos da cidade. Em um deles, o proprietário Donato Yuji Kano, de 66 anos, destacou que não há como prever uma redução imediata no preço da gasolina. "É o que a maioria faz, pois, as alterações no preço da bomba de um posto para outro mudam de acordo com o estoque, pois se pedirmos uma quantidade em um dia com baixa do preço, e recebermos no dia seguinte, com alta, teremos que pagar a quantia do dia", explicou.
O proprietário ainda reforçou que, se tudo for repassado ao consumidor, o litro acabaria saindo mais caro, no final. "O combustível sofre alterações diariamente, devido ao valor internacional que está ligado ao preço do dólar e, quando afeta as refinarias, acaba atingindo nós, comerciantes, também. Porém aqui fazemos de tudo e absorvemos esses preços ao máximo, antes de repassar aos motoristas. Se fizéssemos mudanças necessárias, os preços iriam mudar todos os dias e prejudicaria a todos, pois ficaria ainda mais caro".
Kano concluiu dizendo que o valor da gasolina subiu quase 30% nos últimos dois anos, e que os revendedores tentam segurar o preço antes de repassar para os proprietários de veículos, diretamente nas bombas dos postos.
"Não ficamos felizes"
Patrícia Faria dos Santos, 42, é gerente de um posto em Mogi. Ela destacou que, ao contrário do que muitos podem pensar, o reajuste para cima no valor dos combustíveis não é desejado pelos comerciantes. O que ocorre é justamente o contrário. "Os clientes não gostam e acham que estamos felizes com o aumento, mas isso não é verdade, pois nos prejudica diretamente também".
Na opinião dela, várias pessoas deixam o carro em casa porque se assustam com os valores na bomba. "Muitos deixam de viajar e fazer muitos passeios de carro, o que prejudica e diminui as vendas".
Por fim, a gerente afirmou que o pedido de gasolina já foi feito pelo estabelecimento. O combustível tem previsão de chegar R$ 0,02 por litro mais caro. (Colaborou Rinaldo Junior)
*Texto supervisionado pelo editor