A Santa Casa de Mogi das Cruzes ainda está trabalhando no limite da capacidade tanto na Maternidade, quanto na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. O problema começou no último dia 5, com a primeira superlotação do ano, mas a questão vem se repetindo com frequência. Apenas no ano passado foram registradas quatro situações com excesso de bebês e de gestantes no hospital. As medidas de contingência ainda estão em vigor.
De acordo com informações da Santa Casa, atualmente o setor de UTI Neonatal está com 26 bebês internados e opera em seu limite. São 17 recém-nascidos na própria UTI, um no isolamento interno, quatro na área de cuidados intermediários I, dois nos cuidados intermediários II e dois nos cuidados intermediários III. A capacidade do departamento é para 25 bebês.
A área da maternidade também está operando acima de sua lotação máxima. O setor destinado às gestantes tem capacidade para atender 38 mulheres e está com 41 grávidas.
Desde a primeira semana de janeiro, quando a superlotação passou a ser registrada, a Santa Casa iniciou um plano de contingência para assegurar qualidade no atendimento aos pacientes internados no serviço. Entre elas, está a restrição temporária no atendimento das gestantes; somente urgências e emergências obstétricas estão sendo atendidas. Outra medida adotada é a transferência de gestantes de risco e de bebês para outros serviços, além de notificar as autoridades responsáveis, como as secretarias estadual e municipal de Saúde, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Ainda segundo a Santa Casa, foi realizada a "instalação de medidas de apoio do serviço de Controle de infecção Hospitalar para atuação preventiva, evitando qualquer complicação decorrente do aumento da demanda e implantação de leitos extras de UTI Neonatal". A Santa Casa tem contratualizado com o Sistema Único de Saúde (SUS) a realização de 390 partos por mês, mas realiza uma média de 450 partos.