O Alto Tietê investiga cinco casos suspeitos de febre amarela, nos quais em dois deles uma mulher morreu. Os resultados das análises devem ser divulgados nas próximas semanas pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, para onde as amostras foram encaminhadas.
O caso mais divulgado é de Mariana Basaglia, de 30 anos, moradora de Itaquaquecetuba. A mulher teria começado a passar mal depois que voltou de um sítio em Nazaré Paulista. Por meio de nota, a Prefeitura de Itaquá informou que "aguarda o resultado das coletas que foram enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, por meio do Hospital das Clínicas de São Paulo". O prazo para a conclusão da análise é de 20 dias. O caso foi registrado no início da semana passada.
Já no final da tarde de ontem, a administração municipal informou de outra morte que pode ter sido causada pela doença. Esse paciente também estava internado no Hospital das Clinicas, na capital. O nome da pessoa ainda não foi divulgado.
Em Suzano, a Secretaria de Saúde informou que teve a notificação de três casos suspeitos de febre amarela, nos quais um já foi descartado.
De acordo com a Prefeitura, dos dois casos investigados, um paciente está internado enquanto o outro teve alta. Ainda segundo a administração municipal, o quadro dele é estável. O município esclareceu que "O pedido de exame para febre amarela é solicitado por precaução, já que esta não é a principal suspeita disgnóstica deste paciente. Esta precaução segue o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde".
Questionada se os pacientes de Suzano visitaram outras cidades, a Prefeitura destacou que as informações não podem ser divulgadas sem autorização. Suzano afirmou, ainda, que não existe previsão para o recebimento dos laudos. "Os exames foram enviados ao Instituto Adolfo Lutz e a secretaria ainda aguarda os resultados".
Em Mogi das Cruzes, um hospital particular informou a Vigilância Epidemiológica sobre a suspeita de febre amarela. De acordo com o Executivo municipal, o paciente é um homem de 23 anos, que teve alta na semana passada. Ele mora no interior paulista e relatou uma viagem para Caetê (MG), no início do ano. Ao passar mal, procurou atendimento em Mogi, onde reside a mãe.