Itaquaquecetuba pode ser a primeira cidade do Alto Tietê a confirmar a morte de uma pessoa por causa da febre amarela. Isso porque, uma moradora da cidade que viajou para o município de Nazaré Paulista, local próximo à Mairiporã, onde foram registrados a maioria dos casos, pode ter voltado para a região já com os sintomas da doença.
A certeza de que a mulher realmente foi vítima da doença ocorrerá após o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, realizar os exames necessários. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias. Caso seja confirmado, este será o segundo caso de morte pela doença em humanos contraídos em Nazaré Paulista. A primeira foi de um morador de Guarulhos, que possuía um sítio na cidade.
Sem dúvida essa situação é preocupante, embora não há indícios de que o caso seja autóctone, fica claro que moradores do Alto Tietê podem se tornar vítimas do mosquito que circulam em outras cidades do Estado. Entretanto não haja motivos para um alarde maior, uma vez que a doença não é transmissível entre humanos, mas somente com a picada do Aedes aegypti que esteja infectado.
Ainda assim é bom se manter alerta. As cidades da região estão realizando campanhas cautelares, caso a doença se alastre para além dos pontos já identificados. Para que a maioria das pessoas seja imunizada, as Prefeituras estão solicitando mais doses à Secretaria de Estado da Saúde para manter esse ritmo, até que a meta seja atingida e a febre amarela fique cada vez mais distante do Alto Tietê. Os municípios seguem fazendo sua parte. Filas e mais filas estão se formando nos postos fixos e volantes. É preciso ter paciência e não deixar de tomar a vacina, principalmente para quem irá passar em locais onde existe a confirmação da existência do vírus, como a própria Mairiporã e Nazaré Paulista.
Para quem mora e trabalha na região, além da vacina, é imprescindível manter a prevenção, verificando sempre os locais que possam acumular água, como vasos, buracos e pneus. Somente assim o mosquito infectado com a febre amarela não se reproduzirá. Vale lembrar que o Aedes aegypti ainda pode transmitir a dengue, zika e a chikungunya.