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A Prefeitura de Mogi das Cruzes está reforçando o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Neste mês foi iniciada a Avaliação da Densidade Larvária, que estima os níveis de infestação. A administração municipal informou que mantem um programa permanente de prevenção e combate ao Aedes aegypti. Em todo ano passado, o município registrou 283 notificações de dengue e seis casos foram confirmados.
Comparado com 2016, houve uma grande queda no número de casos de dengue no município. No período, foram notificados 1118 casos suspeitos, o que representa uma redução de 74%. Ainda em 2016, foram 258 casos confirmados, ou seja, uma diminuição de 97%. Os casos confirmados em Mogi no ano passado foram registrados no Mogi Moderno, Brás Cubas, Jardim Piatã, Jardim Planalto, Jardim Maricá e Alto do Ipiranga, sendo um caso em cada um.
Além das ações rotineiras de combate ao mosquito, a cidade conta com uma legislação que autoriza o ingresso forçado das equipes de vigilância nos imóveis que estão fechados ou abandonados. A medida é um reforço ao trabalho preventivo. A entrada é feita depois que o morador não é localizado, após várias tentativas. A Prefeitura providencia um serviço de chaveiro no local. De acordo com a Secretaria de Saúde, no ano passado foram necessárias 170 ações desse tipo.
A secretária-adjunta de Saúde, Rosângela Cunha, informou que a cidade obedece todas as recomendações do Ministério da Saúde. "Seguimos as diretrizes para o controle das arboviroses quanto ao controle dos vetores, realizando bloqueios, visitas casa a casa, visitas em imóveis especiais e pontos estratégicos, orientação à população, dentre outros. Para o atendimento, são seguidos os os protocolos do Ministério e da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo", esclareceu.
De acordo com a secretária, a Prefeitura está planejando uma ação especial de combate com a chegada do verão. "O município participa das campanhas nacional e estadual e faz ações contínuas de prevenção e controle do vetor o ano todo. Em janeiro deste ano teve início a Avaliação da Densidade Larvária, ação que é feita três vezes ao ano, sendo a primeira sempre no mês de janeiro. A Secretaria de Saúde fará a capacitação dos médicos e enfermeiros novamente em fevereiro e março de 2018, sobre o manejo clínico das arboviroses e febre amarela", ressaltou.