No modelo escolar aplicado hoje, disciplinas mais "tradicionais" como Matemática, Português, História, Geografia, entre outras, têm maior importância do que esporte e artes. Mas, deixando essa determinação de lado, o que essas matérias teriam de mais significativo do que uma aula de música, por exemplo?
Assim como os estudantes precisam ter noção básica das disciplinas "mais importantes" citadas acima, mesmo que não sigam carreira futuramente nas áreas relacionadas, o aprendizado adquirido poderá ser utilizado em muitos momentos da vida. O mesmo deveria ser pensado em relação às aulas de música e artes. Mesmo que o aluno não tenha aptidão para tocar um instrumento, ter noção básica de teoria musical e contato com qualquer aparelho sonoro é importante e ajuda no desenvolvimento infantil. Além disso, ao contrário do que muitos possam pensar, tocar um instrumento não é simplesmente um dom, e não há pessoas que "nasceram para tocar", enquanto outras, não. Tudo é questão de interesse e prática, e deveria ser função da escola incentivar esse primeiro contato.
A música tem um papel importante na educação porque contribui para o desenvolvimento cognitivo e linguístico, além de ser facilitadora no processo de aprendizagem. Ela traz também aquilo que é básico e de fundamental importância em disciplinas ligadas a artes e esportes: a socialização. Realizar esse tipo de trabalho melhora a sensibilidade da criança, a capacidade de concentração e memorização, trazendo benefícios, por exemplo, ao raciocínio matemático. Um exemplo dos benefícios que a música pode trazer às crianças é a Banda Sinfônica do Cempre do Botujuru, de Mogi das Cruzes, atual campeã nacional em competição que foi realizada em Aracaju. Esses alunos, seguindo ou não a carreira musical, certamente jamais se esquecerão desta fase da vida, e muitos ensinamentos serão carregados por eles para sempre.
Instituições de ensino de todos os países de primeiro mundo contam com aula de música e artes. Talvez esse seja mais um exemplo a ser seguido pelo nosso.