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O mutirão da vacinação contra a febre amarela no Mercado Municipal de Mogi das Cruzes, o Mercadão, atraiu muitos cidadãos que quiseram garantir a prevenção e receber uma das 1.500 doses disponíveis desde a amanhã de ontem. A população formou uma grande fila que chegou a ocupar três quarteirões ao longo da rua Coronel Souza Franco. As senhas individuais foram distribuídas e cada pessoa teve que apresentar o cartão do Sistema Integrado de Saúde (SIS) ou comprovante de endereço.
A partir de hoje, novas doses chegam às Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município, segundo informações da Prefeitura.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foram aproximadamente 1.500 doses completas disponíveis para aplicação no Mercadão ontem. A maioria das pessoas que estava na fila de espera chegou antes do horário programado para a distribuição de senhas, às 9 horas, como foi o caso do cantor Christian Burgo, 38 anos, que estava esperando desde às 6h40 no Mercadão e até as 13 horas não havia conseguido tomar a vacina. "Acho que só às 16 horas vamos conseguir sair daqui, já que só começaram a distribuir as senhas por volta das 10 horas, quando na verdade tinham informado que seria às 9 horas", contou Burgo, que não estava satisfeito com o local do plantão de vacinação. "Acho que deveriam ter feito em escolas ou locais cobertos, com bebedouros e banheiros. Também trouxe meu filho de dois anos, que está esperando, passando muito calor e sem ter um lugar para descansar", disse ele.
E ainda teve quem chegasse mais cedo, como a dona de casa Ana Paula da Silva Neves, 35, que levou a filha de seis anos também para ser vacinada. "Demoraram para distribuir as senhas, e isso acabou atrasando, mas não vou sair sem tomar a vacina", concluiu Ana Paula.
Mas muitos já não aguentavam mais esperar, como foi o caso de Sonia Toyama, 51, que não estava se sentindo bem devido o forte calor. "Tenho hipertensão e sou portadora de necessidades especiais, então não posso ficar em um lugar tão quente, ainda mais hoje que está muito forte", afirmou. Ela disse ainda que o plantão deveria ter sido feito em local coberto, para garantir mais conforto à população. "Deveriam fazer nas faculdades, nas escolas ou no ginásio de esportes, já que agora é um período de férias, pois os idosos e as crianças não aguentam ficar nessas condições", finalizou a mogiana, que acabou se enganando ao pensar que seria rapidamente atendida.
A comerciante Ana Lúcia Passos do Nascimento, 48, chegou às 6h30 e conseguiu a senha, e mesmo com a demora, preferiu ficar para garantir a prevenção. "Pelo menos vamos conseguir tomar a vacina, que é o mais importante para a prevenção. Mas já deveríamos ter tomado antes, e agora temos que enfrentar a fila", lamentou. "Muitas pessoas que estavam em uma fila enorme tiveram que ir embora, pois as senhas já tinham acabado. Eu já consegui tomar água e pegar um banquinho emprestado, que já ajuda para ficar aqui", falou a comerciante.
*Texto sob supervisão do editor.
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