A senadora Marta Suplicy (PMDB) esteve ontem em Mogi das Cruzes e visitou as estruturas da Secretaria de Saúde e do Pró-Mulher, no bairro Mogilar, na companhia do secretário Marcello Cusatis. Antes, porém, a senadora se encontrou com o prefeito Marcus Melo (PSDB), e discutiu assuntos referentes à área da Saúde.
Entre os temas debatidos está a compra de quatro ambulâncias para o município, como informou o secretário de Saúde. "Ela sinalizou que irá nos ajudar a conseguir as ambulâncias de transporte sanitários, que são as ambulâncias da Prefeitura. Amanhã (hoje) cedo, o prefeito já vai assinar o oficio do pedido e já mandaremos para a senadora".
Esse tipo de veículo é mais voltado para a remoção de pacientes, quando geralmente estão com impossibilidade de se locomover. De acordo com Cusatis, alguns já estão com a rodagem alta. "Nós precisamos repor as ambulâncias, algumas já passaram dos 200 mil quilômetros".
Já em conversa com a reportagem, Marta destacou que pretende ajudar a Prefeitura, intermediando as demandas junto ao governo Federal, entre elas a possível construção de mais leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal para a Santa Casa. "Falei para o prefeito que dentro das possibilidades do Senado eu tenho ajudado em situações específicas, como a ampliação de uma ala. Estou aberta, se ele (prefeito) achar interessante, podemos fazer emendas e tentar ajudar, mas isso é mais voltado para o Executivo", destacou.
Outro ponto abordado pela peemedebista é a aprovação de um projeto que repassa para as secretarias de Saúde o ressarcimento dos convênios médicos. "Vou tentar apressar isso. Será uma diferença grande se os municípios puderem ser ressarcidos pelos seguros saúde. Esse valor não volta para a cidade, fica no Ministério".
Por sua vez, Cusatis revelou que, caso essa propositura passe no Congresso Nacional e seja aprovado pela Presidência da República, Mogi poderá receber cerca de R$ 1 milhão ao ano. "É um pedido nosso, e ganhou força no Condemat (Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê)", relembrou.
Atualmente, um segurado que utiliza os hospitais públicos municipais para a realização de cirurgias, por exemplo, tem o custo do procedimento pago com dinheiro da cidade. Entretanto, quando o Ministério da Saúde cruza as informações, a pasta federal cobra dos planos o valor da operação e o dinheiro segue para Brasília, e não para os cofres dos municípios. O projeto de lei faz exatamente o contrário, devolve o valor às Prefeituras.
A senadora ainda elogiou a estrutura do sistema de Saúde da cidade e classificou Mogi com um "ponto fora da curva".