O laudo com a causa da morte de Mariana Basaglia, de 30 anos, que morava em Itaquaquecetuba, e sentiu-se mal, no começo do mês, logo após voltar de um sítio em Nazaré Paulista, deverá sair em 20 dias, conforme informou a Prefeitura de Itaquá. Segundo a Assessoria de Imprensa, a administração municipal segue aguardando o laudo do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo. O HC, por sua vez, afirmou que somente divulga resultados de pacientes que foram internados com suspeita de febre amarela à Secretaria Estadual de Saúde. A reportagem questionou a pasta e esta ressaltou que envia a conclusão das análises para as Prefeituras e estas, portanto, é que fornecem as informações.
Em uma rede social, Mariana aparece em fotos no sítio, para onde tinha viajado. A última postagem dela foi no dia 8, quando aparece feliz e saudável, ao lado do filho e de amigos. Ao retornar para Itaquá, de acordo com o tio dela, Fioravanti Basaglia, que acompanhou todo o sofrimento da sobrinha, desde o surgimento dos primeiros sintomas, seu quadro de saúde foi piorando muito rápido. "De início, foi confundido com os de outras doenças pelos profissionais da unidade médica da cidade. Ela passou três dias em Nazaré Paulista, onde teria sido infectada, e, quando voltou, começou a sentir mal estar estomacal", descreveu.
Conforme Fioravanti, ela não conseguia ingerir nenhum alimento sólido, então, na última terça-feira, dia 9, a família começou a levá-la ao médico, onde constataram que ela poderia estar com caxumba. "Eles pediam para ela retornar para casa e, a partir daí, o quadro piorou. Ela vomitava até líquidos que bebia e os médicos receitavam apenas remédio para o estômago e mais nada, pois alegavam que o resultado do hemograma não identificava nenhuma doença. Decidimos levá-la ao Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, onde imediatamente foi identificada a falência de órgãos como fígado e rim, sendo solicitada a remoção para o HC em São Paulo. Lá, ela faleceu horas depois de dar entrada, devido ao alto grau de desenvolvimento da doença", lamentou o tio de Mariana.
Ainda de acordo com Fioravanti, a família suspeita mesmo que ela tenha contraído febre amarela, porque, no final, ela chegou a ficar com febre alta, olhos e pele amarelados. "Os últimos sintomas foram exatamente estes e ela não havia tomado a vacina", comentou.
Mariana foi enterrada anteontem no Cemitério Caminho do Céu, em Itaquaquecetuba.