Um homem de 34 anos foi espancado na saída da passarela do Terminal Estudantes de trem, em Mogi das Cruzes, na tarde do último sábado. O autor da violência não foi identificado até o momento, mas a família da vítima acredita que sejam motoristas de transporte irregular. Na ocasião, alguns funcionários da Rodoviária ajudaram a vítima, Ivan Santos, 34, que teve uma costela fraturada ao ser agredido.
No sábado, por volta das 12h25, Santos estava parado na saída da passarela esperando sua esposa chegar, até que foi abordado por motoristas de vans clandestinas que fazem viagens ao litoral e já começou a ser espancado, como explicou sua esposa Rosely Pereira, 53. "Disseram a ele que não poderia ficar ali e nem conseguiu explicar que estava apenas me esperando e já começou a ser agredido", explicou.
Ela disse estar indignada e que seu marido não consegue dormir há dois dias devido às fortes dores. Um Boletim de Ocorrência (B.O.) já foi feito sobre o assunto. "No sábado, liguei para o 153, da Guarda Civil Municipal, e o atendente me disse que, por ser horário de almoço, não havia nenhuma viatura que pudesse me atender e que eu teria que retornar mais tarde. Ele não reconheceu o caso do meu marido como emergência", comentou.
Pessoas que estavam no local, durante o fato, e não quiseram se identificar, afirmaram que Santos começou a ser agredido e conseguiu fugir para dentro de um estabelecimento na rodoviária, onde conseguiu ajuda.
Comerciantes e pessoas que passaram por lá aproveitaram para reclamar do serviço de transporte irregular. "São muito violentos e sempre arrumam brigas. Essa já é a segunda pessoa inocente a ser maltratada por eles", revelou uma testemunha.
Em nota, a Prefeitura de Mogi afirmou que a Secretaria Municipal de Transportes realiza a fiscalização diária do transporte irregular, por meio de equipes que atuam em todo o município.
Somente no ano passado, este trabalho resultou em 1.308 multas e 536 apreensões de veículos.
A população pode colaborar com este trabalho por meio de denúncias para a Ouvidoria, pelo telefone 156.
* Texto supervisionado pelo editor.