Roupas, calçados e pedaço de madeira são apenas alguns dos itens que as equipes de Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae) encontram rotineiramente nas redes de esgoto da cidade. Apenas no ano passado, foram retiradas cerca de 400 toneladas de detritos das mais de 700 quilômetros de rede que servem ao município. Esse é o mesmo montante retirado em 2016. Além de ser um descarte irregular, os materiais colaboram para obstruir a rede e gerar transtornos aos moradores.
De acordo com o levantamento divulgado pelo Semae, em 2017, a cada quilômetro da rede foram retiradas meia tonelada de detritos e materiais que não deveriam estar nos encanamentos do município. 
Mesmo o problema estando presente em todo a cidade, segundo o serviço, existem bairros que apresentam a situação de maneira mais acentuada. Entre as regiões mais problemáticas se encontra a área central do distrito de Jundiapeba, sendo que nesse local as equipes do Semae atuam de maneira permanente.
Pelo levantamento da autarquia, entre os objetos mais estranhos já encontrados nas redes de esgoto durante a limpeza está pedaços de colchão, preservativos, calçados e roupas. No entanto, a lista de itens incomuns segue com a descoberta de uma gaiola em uma caixa de inspeção. Além da estranheza dos objetos em si, fica a dúvida de como os materiais foram parar no sistema.
Segundo o Semae, entre os objetos mais usuais, mas que não deveriam estar na rede de esgoto, estão pedras, pedaços de madeira e gordura solidificada, por isso a importância de não descartar indevidamente óleo de cozinha nos sistemas. Em contato com outras substâncias, essa gordura se transforma em blocos que acabam bloqueando os encanamentos.
O Semae ressaltou que os principais problemas ocasionados pelo descarte indevidos desses materiais são os entupimentos, vazamentos e retorno de esgoto para os imóveis. Para tentar evitar o descarte, a autarquia informou que é procedimento padrão das equipes de rua orientar a população, além de realizar ações pontuais de conscientização.
O setor de manutenção do serviço conta com 40 funcionários e mais três equipes de empreiteira. A estrutura do Semae conta com três equipamentos combinados de hidrojateamento e sucção, um hidrojato, três equipamentos de sucção (limpa-fossas), duas retroescavadeiras, um basculante, quatro veículos de desobstrução manual, além de dois carros de manutenção de redes, um caminhão com materiais e equipamentos de apoio e quatro carros de vistoria e apoio de operações.
Serviço
Ainda na área de manutenção, mas dessa vez do sistema de drenagem, a Prefeitura de Mogi limpou de janeiro até outubro, 983 bocas de lobo e de leão e desobstruiu 2,3 mil metros de galerias pluviais, além de roçar 124 mil metros quadrados de córregos e valas.
A Prefeitura de Suzano também se preparou e desobstruiu no ano passado, 1.750 bocas de lobo, uma média de 145 por mês, e trocou de mais de 250 tampas de bueiro. As ações realizadas pela Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, serviram para prevenir alagamentos com a recuperação de bocas de lobo, guias sarjetas e limpeza de galerias de águas pluvial, valas e córregos, incluindo o do Jardim Gardênia Azul. A Prefeitura também implantou galerias pluviais e caixas coletoras.