A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Santa Casa de Mogi voltou a apresentar superlotação ontem, com 28 bebês internados. O setor está com um elevado número de prematuros que devem permanecer por um longo período internados, o que diminui a rotatividade das vagas. Com isso, a unidade já solicitou à Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) a transferência de casos de alto risco para outros hospitais.
Em comunicado enviado ontem, a Santa Casa informa a todos os serviços de saúde de Mogi e região e à população "sobre o agravamento do quadro de lotação em sua unidade de UTI Neonatal ocorrido nestes últimos dias e a constatação de que o serviço encontra-se com sua capacidade ocupacional, física e operacional esgotadas". O hospital destaca que está "com recém-nascidos de prematuridade extrema em sua unidade de UTI Neonatal que demandarão tempo de internação extenso, sem previsão de alta".
Atualmente, a unidade conta com nove leitos de UTI Neonatal e 38 leitos operacionais para gestantes em sua maternidade. Até o momento, a Santa Casa atende 28 bebês no Setor de UTI Neonatal, que incluiu a UTI, Cuidados Intermediários I e II, berçário externo e Isolamento. Já o número de gestantes soma 41.
Para evitar qualquer risco para os pacientes internados, a Santa Casa colocou em prática um plano de contingência que inclui a notificação da superlotação para autoridades responsáveis como Secretaria de Estado e Municipal da Saúde, o Samu e o Cross; a adequação de equipamentos e equipe médica, de enfermagem e multiprofissional que possam fazer frente às necessidades do momento; solicitação de pedido de transferência de casos de Alto Risco para o Cross; e instalação de medidas de apoio do serviço de Controle de infecção Hospitalar para atuação preventiva, evitando qualquer complicação decorrente do aumento da demanda.
Histórico
A maternidade da Santa Casa enfrentou pelos menos três períodos de superlotação ao longo deste ano. No final de outubro, o hospital recebeu um número recorde de bebês na UTI Neonatal, sendo 31 recém-nascidos. Na ocasião, o departamento trabalhava 24% acima da capacidade de atendimento, que é de 25 leitos. Por causa do número de pacientes, a unidade estava com uma restrição temporária aos atendimentos às gestantes de outros municípios.