A Prefeitura de Itaquaquecetuba informou ontem que dentre as 52 casas interditadas no mês de setembro, na rua Catumbi, na Vila Sônia, 48 continuam isoladas. Localizadas na encosta do rio Tietê, 6 moradias foram totalmente bloqueadas e 42 foram parcialmente interditadas.
De acordo com a Prefeitura de Itaquá, foi instaurado um processo municipal que solicita a demolição das seis casas completamente bloqueadas. Para as outras 42, a orientação, segundo a administração municipal, tem sido feita caso a caso, e todas foram cadastradas nas Secretarias de Promoção Social e Habitação. Estas famílias com o cadastro participam de programas habitacionais no perfil "área de risco", no qual, de acordo com a Prefeitura, a liberação das moradias é mais rápida.
No local, quatro casas desmoronaram em setembro e não houve moradores feridos. A Prefeitura de Itaquá afirma que ainda não foram confirmadas as causas do desmoronamento. O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) declara que o acontecimento não tem relação com o trabalho de desassoreamento do Tietê e, sim, possivelmente, com a acomodação do solo originado devido ao baixo nível do rio. "Ressaltamos ainda que a fiscalização do uso e ocupação de solo é uma atribuição legal das prefeituras", complementou o departamento em nota. Todos os 165 moradores que precisaram sair das moradias foram alocados nas casas de amigos e parentes.
Reunião
Também em setembro, após o desmoronamento houve uma reunião entre o prefeito Mamoru Nakashima (PSDB), Defesa Civil, vereadores, secretários municipais e engenheiros da autarquia estadual que realizam o desassoreamento do rio Tietê. Na ocasião, o prefeito solicitou que as ações realizadas no local fossem feitas em conjunto com a Prefeitura, avaliando-se a extensão dos riscos e buscando formas de auxiliar as famílias que precisaram deixar os imóveis. (*Texto supervisionado pelo editor)